quarta-feira, 31 de março de 2010

Bispo de Beja: "o lobbie dos gays tem muita força"

O Bispo de Beja, D. Vitalino Dantas deu uma entrevista à jornalista da Lusa Rita Ranhola, abundantemente citada na comunicação social, onde afirma que há "lobbies anti-igreja" que  querem descredibilizar a Igreja e aponta o dedo aos homossexuais. Uma entrevista com muitas acusações quer nas linhas, quer nas entrelinhas a pouco mais de um mês da vinda do Papa a Portugal. Mais um exemplo da corporação que é a Igreja Católica: os culpados afinal, mais uma vez, são os que foram vítimas.
Segundo o bispo, “o abuso e exploração sexual de menores não é apenas crime, mas é também, para a Igreja, um dos pecados graves”. Contudo, “quando se põem” essas situações “na praça pública”, com base “em suspeições”, surgem “dois efeitos: aqueles contra os quais se cometem [os pecados] também ficam expostos” e os alvos das suspeições “nem têm direito à defesa”, argumentou, sustentando: “Há maneiras mais humanas de ajudar as vítimas e de castigar os prevaricadores”.
O bispo de Beja identificou ainda, como um dos “lobbies de poderes anti-igreja”, os homossexuais: “Não é o único, mas o lobbie dos gays, apesar de representar uma minoria, tem muita força e não tenta defender a sua causa, apenas denegrir os outros”. LER MAIS

Na despedida do Zé Melo

Partiste e contigo a canção
Évora ficou mais triste

partiste quando Primavera e Inverno se mediam
quem te cantará?

ninguém lá estava por dever de ofício
chorávamos o teu adeus
ao aqui e agora quasi sempre medido

quasi sempre devido ao dever e haver
das contas a que o BI nos obriga

melhor do que o comum das gentes tu o sabias
e com esses repartias a alegria de viver
a quem cantavas
para quem cantavas

partiste e contigo a canção
Évora ficou mais triste

Margarida Morgado

Centro de Investigação Agro-Meteorológica vai nascer no Baixo Alentejo

“Identificar as necessidades dos utilizadores finais, ou seja, os agricultores” são os objectivos do Centro de Investigação Agro-Meteorológica, que vai nascer a partir do protocolo assinado, entre o Instituto de Meteorologia, o Instituto Politécnico de Beja e a Associação de Agricultores do Baixo Alentejo.

PCP defende limitação das emissões industriais

O deputado do PCP no Parlamento Europeu, João Ferreira, defendeu a limitação das emissões industriais de acordo com as melhores técnicas disponíveis no mercado, em Santiago do Cacém, onde participou num debate sobre Ambiente que focou as alterações climáticas, a qualidade do ar e a erosão dos sistemas costeiros.

Com o Parlamento Europeu a discutir uma directiva sobre emissões industriais, o deputado comunista, defende uma adaptação das instalações industriais e uma incorporação das melhores técnicas disponíveis que permitam a redução dos valores das emissões poluentes, o que obriga a uma mobilização de apoios ao nível comunitário que permita às industrias dos países de convergência, como Portugal, a modernizarem as instalações fabris.
João Ferreira diz que o PCP tem uma perspectiva da conservação da natureza feita com actividades económicas, nomeadamente as actividades do sector primário.

Évora: Almendres e Anta Grande ao abandono

Infelizmente vai sendo difícil, nos tempos que correm, encontrar o tal "idílio" no Cromeleque dos Almendres (para já não falar na situação ainda mais grave da Anta Grande do Zambujeiro). O normal, dada a situação de total abandono a que foi votado, é a situação de abuso como a verificada pelos novos alunos da Universidade de Évora (a quem se deve a Foto anexa) numa visita de estudo que fizeram ao local na semana passada. Entretanto enquanto membro eleito da Assembleia Municipal, continuo a aguardar desenvolvimentos da Recomendação que apresentei e foi votada por unanimidade na reunião de 19 de Fevereiro, a propósito da situação "institucional" deste "Imóvel de Interesse Público".

António Carlos Silva
(recebido por mail)

Não podemos tolerar que tudo se decida nas nossas costas

(...) São necessários dois mil eleitores inscritos em Évora para que o Presidente da Assembleia, por solicitação, convoque uma Assembleia Municipal Extraordinária.
Com esta petição, contra o encerramento do Museu do Artesanato, podemos atingir este número. Mais, embora o Museu, a sua manutenção, seja uma causa justa, poderíamos afirmar taxativamente, preto no branco, que o nosso voto não é, nunca será, um cheque em branco. Que estamos atentos e que não hesitamos, não hesitaremos nunca, em utilizar os instrumentos de que dispomos para afirmar a nossa vontade.
Com esta petição poderemos dizer ao Executivo Camarário que não toleramos, não toleraremos nunca, que tudo se decida nas nossas costas e que tendo opções políticas distintas, não estamos divididos no essencial, não estamos divididos na defesa dos interesses de uma Cidade que é nossa, não estamos divididos na necessidade de sermos esclarecidos e ouvidos em questões que afectam o nosso quotidiano, o nosso bem-estar e que não fizeram nunca parte das propostas eleitorais dos partidos em que votamos.
Podemos em suma manifestar o nosso desejo, a nossa vontade a nossa exigência de participação em decisões que nos tocam a todos.
Vale a pena tentar.
Ficar parados é que não.

M. Sampaio
31 Março, 2010 10:41

nec spe nec metu

O Sétimo Selo

Nesta cena de um conhecido filme de Bergman, o cavaleiro joga com a morte uma partida de xadrez que sabe que vai perder. Mas joga.

Nem esperança nem medo era a divisa de um bando de rufias na Roma do final do Séc. XVI, a que também pertenceu Caravaggio.

(Hoje apeteceu-me juntar um dos mais intelectuais e filosóficos realizadores de todos os tempos aos aristocratas da rua renascentista.)

terça-feira, 30 de março de 2010

As árvores morrem de pé


Évora: tasquinhas a 500 euros na Feira de São João

Ainda não começou a Feira de S. João e já a exploração da Câmara se faz sentir.
500 Euros é o que pretendem por cada espaço das "tasquinhas" da Horta das Laranjeiras".
Será que alguém pretende enriquecer à custa das agremiações que concorrem para fazerem algum dinheiro para sobreviver???
Ou será que a Câmara quer resolver o problema das finanças à custa dos feirantes???
Uma coisa é certa, cada vez há menos pretendentes a estar presente numa feira que é franca.

Vitor Alves
30 Março, 2010 15:28

Évora: nota de imprensa da Câmara quase não refere Museu do Design

Um parágrafo apenas, quase no fim de uma nota de imprensa de quase duas páginas A4, é a única referência feita pela Câmara de Évora à aprovação, na última reunião da autarquia, do protocolo que possibilita a criação do Museu do Design - Colecção Paulo Parra no espaço ocupado pelo Museu do Artesanato. Segundo o comunicado da Câmara, "a proposta de protocolo para criação do Museu de Design de Évora – Colecção Paulo Parra foi aprovada com os votos favoráveis do PS e PSD e contra da CDU por não concordar com as contrapartidas municipais para a concretização deste projecto que será levado a cabo numa parceria entre a Câmara Municipal de Évora, a Entidade Regional de Turismo do Alentejo e o coleccionador, Prof. Paulo Parra". E mais nada, num comunicado em que se abordam, com algum detalhe, temas como "Assembleia da República legisla sobre isenções do IMI", "Câmara Municipal aprova documento de Prestação de Contas de 2009", "Aprovadas contas da Habévora" e "Câmara aprova Edital, Cartaz e Regulamento das Tasquinhas da Feira de S. João". o novo Museu do Design mal é referido.

Nota: Já depois deste post estar escrito e publicado tive acesso ao texto do protocolo aprovado na Câmara e nada nele me parece menos transparente. Seria útil a sua divulgação pública, o que - espero - aconteça em breve para todos poderem, então, ajuizar, com razão de causa, os termos em que está elaborado. E acabar com as versões desencontradas e parciais que têm sido tornadas públicas e que só têm feito aumentar o "ruído" em torno de um projecto que pode ser interessante para a cidade.

Tudo o que temos é para perder

Morreram com ele
três poemas meus
que tiveram o privilégio de beneficiar da sua música
:
amo os pardais as formigas
amo o Sol da Primavera
.........................
Como perdi o Zé, perdi os poemas.

tudo o que temos é para perder

platero
30 Março, 2010 15:00

Morreu o Zé: Évora ficou mais triste!

A cultura em Évora ficou hoje mais pobre e eu mais triste. Morreu o Zé Melo, cantor, músico, compositor eborense e meu amigo!
Conheci o artista estava então na rádio. Nesse Verão em todo o lado se escutava o tema “Pregões da minha cidade”, música e letra do Zé numa homenagem a uma cidade que conheceu cheia de frases características e de gente singular e que tinha deixado de existir. Conheci o artista e gostei dele, mais tarde conheci a pessoa e ainda gostei mais!
Quem o não conhecia, podia achá-lo soberbo, arrogante ou mesmo vaidoso. Não o era, era um homem grande com um coração ainda maior do que ele!
Em todos estes anos de convivência nunca liguei ao Zé para lhe pedir o que quer que fosse, eu ou outra pessoa qualquer, que ele não estivesse sempre disponível.
Músico, cantor, compositor, mas era acima de tudo um homem da cultura do seu povo. Recolhia temas do cancioneiro e fazia com que eles ganhassem os palcos, sem nunca os adulterar, dando-lhes a sua visão citadina, afinal ele era um homem da cidade. E como isso lhe corria bem!
Mas o Zé tinha uma outra característica que poucos conheciam, fazia temas a pedido. Várias vezes lhe liguei a pedir musicas especificas, para comemorar isto ou aquilo, e em poucas horas ele enviava-me por mail um conjunto de temas escritos e compostos para levar ao palco, era só preciso contratar os músicos!
Dava os seus poemas a quem lhos pedia e gostava de os escutar lidos por outros.
E interpretava com o mesmo amor e a mesma paixão os poemas dos outros compositores que admirava, quer fossem ou não conhecidos!
Mas o Zé para mim é mais do que tudo isto, o Zé é o pai da João e do Rui dos quais falava com enorme paixão!
Era o marido e companheiro da Guida Melo, que amava incondicionalmente. Aquele par era único, era a confirmação de que existem pessoas que nascem umas para as outras, ele sabia-o! Este amor que os une é para mim e para os amigos uma das suas grande marcas, uma das suas melhores obras!
Hoje Évora perdeu mais um dos seus admiradores, O Alentejo perdeu um dos seus melhores aliados e a musica um dos seus melhores filhos!
Eu perdi um dos meus maiores amigos! Estamos tristes!
 
Lurdes
30 Março, 2010 15:19

Morreu o Zé Melo

José Melo, amplamente conhecido em Évora, onde durante muitos anos foi tesoureiro da Câmara, e músico de reconhecido talento, morreu esta noite, vitima de doença súbita, no Hospital de Évora, Com 62 anos, José Melo espalhava simpatia e fazia da música, desde sempre, uma das suas actividades principais. Esteve ligado a vários grupos, sendo os mais conhecidos o MODAS e os CANTOS DA AURORA. Ultimamente estava empenhado num projecto chamado PALHAS E MOINHAS.
O funeral é amanhã às 13,30 horas. O corpo está a ser velado na Igreja de Santiago, junto à EDP. À família enlutada o acincotons transmite sentidos pêsames.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Um poema de Miguel-Manso

EM ÉVORA, UM TERRAÇO

quando o nível das águas subir
(não se sabe ainda quantos metros)
e se apagarem certos lugares: a sombra
do limoeiro da infância

a praia onde todo o Verão cabia

e terminar submerso tudo o que foi raso e sacro
então que pelo menos permaneça intacto
aquele terraço em Évora

Museus há muitos…

Estão na moda e nascem como cogumelos um pouco por todo o mundo. O mais antigo é o de Amesterdão, na imagem abaixo.

Tão bem que nos ficava um Templo de Vénus.


Castro e Brito: “grandes superfícies secam tudo à sua volta” e “ministro da agricultura dialoga, mas atitude é a mesma”

“O negócio das grandes superfícies ascende a mais de 85% de tudo o que consumimos, tem um peso enorme e secou tudo à sua volta, nivelando os preços por baixo. E a essas grandes superfícies o que interessa são os grandes negócios e por isso recorrem à importação, onde o que menos conta é a qualidade”. Quem o afirma é Castro e Brito, o presidente da ACOS (Associação de Criadores de Ovinos do Sul), entidade organizadora da Ovibeja, que se realiza este ano de 28 de abril a 2 de Maio, acrescentando que “temos que estar todos bem alerta para os dias que correm e para o jogo que é feito por aqueles que concentraram a distribuição, que mandam no sector e que fazem uma grande demagogia com o negócio do fornecimento dos bens alimentares às populações. E que é um muito bom negócio é fácil de ver: os homens que estão à frente da distribuição em Portugal são dos homens mais ricos do mundo e, muitas vezes, vêm depois dar lições de moral(…) O peso económico, o peso do cifrão atrai tudo e é altura de começarmos também a definir claramente o que é que as pessoas querem: se querem campo bem tratado, ambiente preservado ou se querem esta outra maneira de estar na vida, alimentando estes gurus financeiros”.

Em declarações tornadas públicas pelo Gabinete de Imprensa da Ovibeja, Castro e Brito considera também, relativamente ao novo titular da pasta da Agricultura, o alentejano António Serrano, que “temos agora um ministro da Agricultura dialogante, que se apresenta duma maneira muito compreensiva e que não regateia esforços nem promessas, o que, para os agricultores é, à primeira vista, sem dúvida positivo. No entanto, a burocracia do ministério da Agricultura está sempre presente. A máquina continua emperrada e enferrujada. É preciso que haja acontecimentos, ou seja, mudança de políticas que estão erradas; de planeamento sério face à reforma da PAC, que começará a sentir-se progressivamente a partir de agora e definitivamente em 2013. O brutal investimento que tem sido feito e que não tem tido resposta por parte da administração neste Quadro Comunitário de Apoio, ou seja, neste momento há investimentos que esperam a comparticipação do QCA há mais de dois anos. E assim ninguém pode trabalhar”.

Évora: em defesa do Museu do Artesanato

A petição que está a circular na Internet em defesa do Museu do Artesanato - eis o tema da crónica de hoje de Miguel Sampaio na Rádio Diana e que pode ser lida AQUI

domingo, 28 de março de 2010

Descobertas pinturas rupestres em Alegrete

Uma equipa da Licenciatura e do Mestrado de Arqueologia da Universidade de Évora (UE) descobriu um conjunto de pinturas rupestres numa gruta situada sob o altar de uma Igreja na vila de Alegrete, no concelho de Portalegre. "Do ponto de vista patrimonial (igreja, gruta e pinturas rupestres) é de uma importância extrema este achado", disse Jorge Oliveira, professor responsável pelos trabalhos de arqueologia da UE.
"Este achado é importante porque traz consigo uma memória de cinco mil anos de história e de devoção naquele espaço", sublinhou. O acesso à gruta, onde foram descobertas as pinturas rupestres esquemáticas de cor avermelhada, faz-se através de uma pequena porta oculta sob o altar da Ermida de Nossa Senhora da Lapa, espaço de culto erguido nos campos circundantes à vila de Alegrete.
Ainda que parcialmente cobertas por cal, estas pinturas revelam, segundo os especialistas, uma continuada sacralização do espaço, ao qual está associada uma antiquíssima lenda relacionada com um cavaleiro medieval."As pessoas visitam aquele espaço todos os anos, principalmente quando se realiza a romaria em honra de Nossa Senhora da Lapa, mas a comunidade não sabia bem o que ia visitar, nem tinha conhecimento daquelas pinturas", relatou. Jorge Oliveira, que considera aquela ermida construída entre os séculos XVI e XVII de "elevado interesse religioso", apelidou também de "elevado interesse etnográfico" o culto desenvolvido pelos populares em redor de uma lenda relacionada com um cavaleiro medieval.

Trechos da notícia e fotografia retirados do Público.

Destino turístico 2010: um pôr-do-sol nos Almendres

  Foto retirada D'AQUI
"Um dos guias de viagem e turismo mais importantes do mundo, o Lonely Planet, recomenda fortemente Portugal como um destino prioritário em 2010. E fá-lo com propostas concretas, que o viajante não deve perder. E uma dessas propostas passa por um pôr-do-sol junto aos monumentos megalíticos da região de Évora".
Este texto é, mais coisa menos coisa, a abertura de um artigo no excelente e estremenho jornal Hoy sobre o conjunto megalítico de Évora com destaque para o cromeleque dos Almendres e para a Anta Grande do Zambujeiro e foi-me enviado e sugerido pelo Fernando Alves.
Fica o obrigado ao Fernando, embrenhado como está nas coisas do centenário da República, ele que todas as semanas, aos domingos, dá corpo ao "Jornal da República" na TSF, mas sempre aberto à descoberta e redescoberta de novos e velhos horizontes.

Évora: vá, sra.vereadora, seja diferente do autismo vigente

Acho que esta petição é uma boa iniciativa. Partiu de dois artesãos preocupados com o Museu do Artesanato. Mais vale prevenir e agitar a malta, porque esta gente do poder é capaz de tudo.
Noto que na petição há a assinatura de alguém chamado Cláudia Pereira. Será a vereadora da Cultura da Câmara de Évora? Gostaria de pensar que sim: finalmente a Câmara tem alguém que sabe ouvir a voz dos cidadãos. Mas porque é que ela não explica o que se está a passar: por exemplo, os termos do protocolo e se o Museu do Artesanato está ou não ameaçado. Para isso também servem os blogs.
Vá, sra. vereadora, não tenha medo. Ouse ser diferente do autismo generalizado em que Évora é profícua.

leonor
28 Março, 2010 16:02

Expresso: os melhores restaurantes e hotéis do Alentejo

O semanário Expresso fez um guia dos melhores restaurantes e hotéis de Portugal. Os garfos e as chaves de platina (o topo dos topos) foram para o restaurante Tavares (Lisboa) e para a Pousada Palácio do Freixo (Porto). No Alentejo, são apenas meia dúzia os estabelecimentos - restaurantes e hotéis - classificados com o garfo e com a chave de ouro (os segundos melhores classificados pelo júri do jornal), e situam-se, quase exclusivamente, em Évora.

Garfo de Ouro:
Restaurante Degust’AR - M’AR DE AR Aqueduto (Évora);
Restaurante Fialho (Évora);
Restaurante Tomba Lobos
(Portalegre);

Chave de Ouro:
Convento do Espinheiro Hotel & Spa (Évora);
Herdade da Malhadinha Nova – Country House & Spa (Albernoa, Beja);
M’AR De AR Aqueduto
(Évora);

Évora: há espaço para os dois equipamentos

Aparentemente há espaço para os dois equipamentos. É assim tão difícil criar uma situação de compromisso que faça coexistir, sem choques, os dois géneros de Museus? Não haveria até benefícios mútuos em termos de público visitante?

platero
28 Março, 2010 12:13

Alentejo: a questão do envelhecimento

Ela:Ó Paulo, a letra destes ofícios está cada vez mais pequena...
Ele: Cala-te Florbela, senão não consigo ouvir o chefe...

Foto tirada em Março de 2040, nos escritórios da Administração Regional de Saúde da Mega-Região Portugal Sul e Algarve, Distrito Ibérico, Consórcio Europa. Morada: junto à Estação de Metro de Superfície “Silveiras” da Pró-Urbe Montemor-o-Novo/Pegões/Alcochete - Aeroporto Trans-Continental. Sugestão e texto de C. André

Évora: petição na internet contra o encerramento do Museu de Artesanato

Os artesãos Tiago Cabeça e Magda Ventura, da Oficina da Terra, são os dois primeiros subscritores de uma petição, colocada na Internet há apenas algumas horas, dirigida à Câmara Municipal de Évora e ao Turismo do Alentejo para que o Museu de Artesanato de Évora não seja encerrado, a fim de ali ser instalado o Museu do Design - Colecção Paulo Parra.
Segundo o texto da petição: "Sem pôr em causa a qualidade e mérito da colecção em apreço, ou o que este género de oferta contemporânea pode contribuir para a atracção de novos públicos e para a promoção da cidade de Évora, com que aliás nos congratulamos, manifestamos tristeza por ser colocado de parte, ou secundarizado para o efeito, um importante marco da memória dos usos, costumes e tradições da nossa região. De facto mais que o evidente contrasenso de levar agora a cabo obras de adaptação a um edificio que esteve mais de década e meia em recuperação, reaberto ao público há pouco mais de dois anos, com inerentes pesados encargos para o contribuinte (cerca de um milhão de euros), esta iniciativa de fechar um Museu público de Artesanato, com um acervo de mais de um milhar de peças de valor histórico sem paralelo, para no seu lugar abrir um outro, particular e mais moderno, parece-nos, no mínimo, pobre. Empobrece o contribuinte, empobrece a memória da nossa região, empobrece a nossa oferta turística e a nossa cidade"
Manifestando total apoio à ideia de implantar em Évora o Museu de Design os subscritores solicitam "ao Turismo do Alentejo, à Câmara Municipal de Évora e a todos os vereadores que, sensíveis ao problema, encontrem uma solução alternativa que permita não apenas abrir este mas manter o outro, devidamente enquadrados, cada qual no seu espaço próprio. Assim deixamos, por exemplo, a sugestão de encerrar o estacionamento do SITEE da antiga Rodoviária Nacional em pleno centro histórico (que conta com alternativa gratuita no Rossio de S.Brás, a não mais de 100m de distancia), na rua da Republica - uma das artérias mais nobres da cidade de acesso à Praça de Giraldo – e nesses mais de três mil metros quadrados de Palacete, divididos por dois pisos, edificar – num deles - um Museu de Design que nos orgulhe a todos e que mostre também assim que a cidade de Évora reconhece e se orgulha de seus filhos. Acrescentaríamos ainda a sugestão (tomamos a liberdade de o fazer) de, no outro piso livre, albergar porventura também o Museu do Presépio, e eventualmente por protocolo dar também acolhimento a outra colecção privada: a de Fernando e Fernanda Canha da Silva (que há mais de uma década busca espaço de exposição condigno e que conta com mais de dois milhares de peças de todo o mundo, onde muitas são do Alentejo).Contar não com uma atração turística mas com três, que conjugassem, devidamente enquadradas, história e modernidade, tradição e novas propostas, seria enriquecedor para todos".
Para os autores desta petição, que pode ser subscrita AQUI, "encerrar um Museu de Artesanato ou reduzir a sua importância ao numero de ingressos que rende é mais que empobrecer-nos. É virar as costas à nossa história e ao que somos".

sábado, 27 de março de 2010

Évora: é como se os cidadãos não contassem

De facto, embora já viva em Évora há uns bons pares de anos, há algo que nunca me deixa de espantar que é a permanente suspeição que existe em todo o lado. A luta política faz-se de suspeições e de calúnias. Este caso do Museu é um exemplo: ainda não vi ninguém perguntar sobre a qualidade e a importância da colecção; sobre a sua importância para a agenda turística e cultural da cidade; sobre a sua importância para fazer de Évora um destino qualificado em termos de design. O que tenho visto e ouvido são meras questiúnculas sobre tostões - uma discussão que apenas deveria vir depois de se saber se a colecção é artisticamente importante para a cidade ou não.
A oposição que fez? Fala de dinheiro e tinha-lhe ficado melhor conhecer a colecção, falar com o seu proprietário, informar-se e debater a questão.
A Câmara o que fez?
Quer decidir sozinha, sonegando informação, como se os cidadãos não contassem.
Foi assim no caso da Acrópole XXI, é agora no caso do Museu do Design. Porque é que será que esta gente (poder e oposição) tem tanto medo da discussão pública de qualquer assunto que seja? E porque é que até ao momento ainda não foi divulgado, seja pelo executivo da Câmara, seja pela oposição, cópia do protocolo aprovado nesta reunião? Será que os cidadãos de Évora não são gente de bem para decidirem pela sua cabeça? Ao longo dos anos foram sempre subalternizados e continuam a sê-lo. Será da água que bebemos ou de alguma praga com que nos amaldiçoaram lá na raiz dos tempos?

manuel dos santos
27 Março, 2010 16:11

Sra. Vereadora: quais os termos do protocolo para o Museu do Design?

Eu não conheço o protocolo (para instalação do Museu do Design em Évora), mas duvido que seja como está aqui dito no post. Julgo, pelo que leio, que o que se passa é um pouco diferente (senão não teria jeito e eu não vejo a Câmara embarcar numa coisa sem jeito nenhum): todas as receitas (patrocínios, bilheteiras, etc.) são para pagar os gastos com o Museu - seguros, electricidade, funcionário, etc. . Se estas verbas não chegarem para pagar as despesas inerentes à mostra da colecção, a Câmara pagará o que faltar.
Penso que deve ser esse o espírito do acordo, mas era interessante ser a Câmara ou a própria vereadora do pelouro, a num acto democrático de esclarecimento, vir aqui ou através de um comunicado, esclarecer exactamente quais são as cláusulas do acordo. Que, é óbvio, interessa a todos os eborenses, que não querem ser manipulados politicamente como o estão a ser até agora. Por pura ausência de informação fidedigna.

leonor
27 Março, 2010 12:26

Viajar de conto por lugares diferentes



A Associação Cultural do Imaginário propõe teatro para a tarde de amanhã.
Dia 28 de Março às 16h30, na sala estúdio do Imaginário,(na zona industrial em Évora) dramatiza dois contos recolhidos em dois cantos do mundo:
“O que sabem os pássaros”, é a adaptação de um conto tradicional de Macau; “Azulão”, parte de um conto do Brasil do autor José Mauro de Vasconcelos.
Os dois inscrevem-se no projecto “Contos dos Quatro Cantos”. A não perder.

sismo em Évora

Sentiu-se há alguns minutos, de facto, mas foi fraco. Magnitude 4.1, epicentro na zona de Sousel/ Estremoz. Às 13.37.52 H. ver AQUI

Apenas uma parte ganha com o Museu do Design

Não sou contra o museu do Design ou contra outro museu qualquer. Sempre concordei com o projecto de uma rede museológica forte para a cidade. Afinal a maior parte dos nossos visitantes interessa-se por este tipo de actividade cultural! - Feito este aparte vamos ao que aqui me trouxe....

Durante anos pensei que as gentes que eram chamadas a governar-nos eram os mais capazes, os de maior capacidade intelectual, os que tinham maior capacidade negocial, eram de entre nós os melhores. Triste engano!
Hoje, de cada vez que se sabe de um negócio camarário ou nacional, ele é do ponto de vista da economia um fracasso condenado à partida!
Qualquer empresário, por mais medíocre, que seja ao analisar as condições deste novo negócio da Câmara vê que é um péssimo para a edilidade, sem contrapartidas e com excesso de investimento!
Todos podem ver que apenas uma parte ganha com este museu. Pergunto então... Será que é propositado? ou apenas falta de capacidade intelectual de quem, por parte da Câmara, o analisou (estou aqui também a colocar o PSD, que votou a favor)?
Este negócio, se fosse feito pelo sector privado era a ruína de qualquer empresa, aqui só o não é porque nós (os patos) pagamos os impostos e tapamos estes buracos!
A ser realizado pela minha empresa levá-la-ia à falência e eu seria apontada como má gestora, mas como é realizado pela Câmara é aplaudido por uns quantos (que só vêem as cores da politica)!
No meio disto ainda poderia dar algum credito à sua construção se a Câmara estivesse numa situação financeira favorável, se os fornecedores estivessem a ser pagos a tempo e horas, se as associações fossem apoiadas condignamente (e a horas), se as necessidades culturais do concelho já estivessem todas (ou as mais relevantes) resolvidas, aí poderia dar o beneficio da duvida e aceitar que os gestores públicos deitassem dinheiro fora para dar a conhecer um coleccionador de quem ninguém nunca ouviu falar!
Não estando estas condições reunidas este negócio é um perfeito disparate!
Mais um que vai hipotecar o nosso futuro como cidade!

Lurdes
27 Março, 2010 12:14

Museu do Design: um protocolo com deveres só para um lado

De acordo com este protocolo, a CMÉvora ficará responsável por:
- um investimento inicial, que neste momento não está avaliado, para adaptação do espaço onde ficará a coleção Paulo Parra;
- por ceder o mobiliário e o equipamento necessários e adequados ao novo espaço;
- pela impressão do material adequado para a divulgação da inauguração do Museu .
- por um apoio permanente até que o Museu atinja a sustentabilidade económica-financeira que inclui o pagamento de
- 1 funcionário
- despesas de seguro e segurança
- apoio à impressão de suportes para divulgação gráfica, digital e bilheteira
- apoio com equipa para montagem e desmontagem de exposições
- apoio técnico para processos de candidatura a financiamentos
- pagamento da água, consumíveis e transportes
- e por último, divulgação em suportes da CME.
A ERT (Entidade Regional de Turismo) é parceira no protocolo mas fica com a parte de recolher os louros.
O coleccionador, o terceiro parceiro do protocolo (que por ser o último ri melhor) disponibiliza as suas obras por um período de 10 anos. No final deste período fará delas o que muito bem entender. Entretanto, todas as eventuais receitas - receitas de bilheteira, da loja, de projectos de financiamento, de patrocínios, entre outras, - vão direitinhas e só para o seu bolso.
Aos aprendizes de negócios destes, chama-se a atenção que não chega só ter uma boa colecção! É requisito básico ter ascendente sobre o Sr. Presidente da CME (ou sobre outro alguém tão ou mais influente).
Se fosse só a coleção já haveria muitos outros museus em Évora.

António Campos
26 Março, 2010 18:52

PSD tem novo líder


Vamos a ver se o Coelhinho de Páscoa consegue correr o suficiente para apanhar o lugar ao Trocas-te!

Artesanato - Castro Verde

sexta-feira, 26 de março de 2010

Alegre em Beja com Clémenceau, Sampaio e Obama

Manuel Alegre no jantar esta noite, em Beja, com cerca de 150 apoiantes (a maioria da área da CDU e do Bloco de Esquerda; da área do PS viam-se menos rostos: Filipe Palma e José Luis Cardoso, de Évora, eram algumas das excepções), citou Clémenceau, Jorge Sampaio e Barak Obama.
Começou por Clémenceau: "Parafraseando Clémenceau, que um amigo meu gosta de citar, "a crise é demasiado importante para ser deixada nas mãos dos economistas".
Depois Jorge Sampaio: "A uma visão predominantemente economicista pode contrapor-se uma visão que não reduza a Nação apenas à economia e que seja capaz de pensar o outro lado das coisas e da vida. Parafraseando Jorge Sampaio - "Há mais vida para além do défice". Ao que eu hoje acrescento: há mais vida para além do PEC"
E citou também Barak Obama: "Dir-se-á, como já foi dito, que o Presidente não governa. Mas pode e deve propor um debate nacional que permita a Portugal sair da crise em que se encontra. Como disse Obama "As palavras inspiram" e nos momentos difíceis os países precisam de palavras inspiradas".
Um jantar onde participaram ainda, para além dos nomes já referidos, Helena Roseta, Fernando Caeiros, Carreira Marques, Camilo Mortágua, Alberto Matos, Miguel Sampaio, entre outros. Há quatro anos Manuel Alegre ganhou em 6 concelhos do distrito de Beja.

Ler e ouvir notícia sobre discurso de Manuel Alegre AQUI
ou AQUI

Ironia em movimento

Inesquecível o humor negro de Ettore Scola, num filme, Feios, Porcos e Maus, que tira o retrato aos habitantes de um bairro de lata da periferia de Roma. A miséria em todo o seu esplendor. A miséria de todos nós. Sem meias tintas. E a cupidez ao centro.

Estes maus da fita interrogam-nos e fazem-nos rir. Estendem-nos uma mão amiga.





Azaruja na rota dos sabores tradicionais

Portugal vive na maior bandalheira jamais vista!

A liberdade passou a chamar-se libertinagem.
A justiça passou a chamar-se filiação partidária.
O ensino passou a chamar-se estatística.
A vigarice apelida-se de astúcia.
A irresponsabilidade passou a ser a marca dos auto-proclamados responsáveis do sistema.
O Estado e o funcionalismo público estão podres até ao núcleo.
Mas o que interessa é a cosmética da vida ou não andássemos todos a fazer figura de palhaços!

Gugas
26 Março, 2010 11:29

Évora: Câmara aprova proposta para criar Museu do Design


O acincotons sabe que na reunião pública da Câmara Municipal de Évora, realizada ontem à tarde, foi aprovada uma proposta - com os votos contra da CDU e a favor do PS e do PSD - apresentada pela vereadora da Cultura, Cláudia Pereira, de um protocolo para a criação do Museu do Design em Évora - Colecção Paulo Parra.
O protocolo prevê despesas para a adaptação do espaço expositivo (nas mesmas instalações do Museu do Artesanato, perto do Mercado 1º de Maio) e um apoio financeiro ao Museu que se prolongará ao longo dos 10 anos de duração do mesmo protocolo. Por outro lado, todas as receitas previstas, desde bilheteira, da loja, de projectos de financiamento, etc., reverterão exclusivamente a favor do coleccionador.
A CDU, sabe o acincotons, votou contra por "considerar que as obrigações previstas para o município estão em grande desequilíbrio com as dos outros dois parceiros: a Empresa Regional de Turismo do Alentejo e o coleccionador". Em alternativa, a CDU propôs "a reformulação dos termos do protocolo, bem como o estudo de um local alternativo ao Museu do Artesanato, que não implique grandes obras".

Greve nas refinarias da Galp poderá esgotar combustível nos postos de abastecimento

Os trabalhadores da Galp Energia anunciaram hoje uma greve de três dias, de 19 a 21 de Abril contra a atualização salarial proposta pela empresa, que pode criar problemas de abastecimento nos postos de combustível.

Évora: porque não retomar a ideia de um Centro de Arte Contemporânea?

Não deveremos aceitar essa situação. O museu de artesanato deve ficar onde está. Existem muitos outros espaços para a instalação de um museu de design. Mas sobre design quero lembrar que um ex-assessor do Presidente da Câmara para a cultura, também ex-director da revista do Município, e muitas outras funções (coisas bem retribuídas), o Sr. Luís Carmelo, está a desenvolver actividades empresariais de design em Évora. Haverá alguma ligação com esta ideia? Há coincidências "ocultas" ou será que estou a especular sem fundamentos? Seria muito mais importante avançar com o centro de arte contemporânea com a quantidade de vanguardistas que a cidade tem ou que por aqui passaram. E que até já esteve previsto, embora incorrectamente organizado, na altura pela governação CDU da autarquia. Enfim...

nadia
26 Março, 2010 06:38
(sublinhados acincotons)

Nadadora-salvadora? Nem sei nadar...

A estória é contada na edição de hoje do Correio Alentejo (não disponível on-line) e "brada aos céus":
"O Estado pretendia colocar uma funcionária de 65 anos que está actualmente no quadro de mobilidade especial depois de ter sido dispensada dos serviços do Ministério da Agricultura em Aljustrel a desempenhar funções a 20 quilómetros de casa, como nadadora-salvadora nas piscinas municipais de Castro Verde. Uma situação que Maria da Conceição Sargaço classifica de brincadeira de "mau gosto" porque... nem nadar sabe!.
"Só podia ser uma brincadeira. E de mau gosto! Na minha idade não ia ser nadadora-salvadora. Só tenho a quarta classe, não tenho formação e nem sei nadar, ainda nos afogávamos aos dois. Tudo isto teria muita graça se não estivessem a brincar com a minha dignidade", diz ao "CA".
Um caso que dá bem a noção do "estado" a que "isto chegou"! E de um país em que, cada vez mais, os cidadãos são apenas números.

Lavrado de fresco

quinta-feira, 25 de março de 2010

LASAM quer comprar sinete de Frei Manuel do Cenáculo

Uma campanha de recolha de donativos para a compra do sinete pessoal de Frei Manuel do Cenáculo, figura ímpar do séc XIX, foi lançada esta semana pela Liga dos Amigos do Sítio Arqueológico de Miróbriga (LASAM).

Trata-se de uma peça pessoal do impulsionador das escavações nas ruínas de Miróbriga e sagrador da Igreja Matriz de Santiago do Cacém após o terramoto de 1755, que vai ser leiloado na próxima segunda-feira, esclarece Francisco Lobo Vasconcelos.

Considerando ser um objecto de grande importância para o património local, Francisco Lobo Vasconcelos, da LASAM explica que a associação está a angariar fundos para que o sinete passe a fazer parte do património colectivo de Santiago do Cacém.

E não usavam linguagem gestual?

É esta a verdade a que temos direito. Só falta dizerem que também tiravam "macacos do nariz". Isto começa a ser "brincar com o pagode".

Beja: Manuel Alegre janta com apoiantes

É já esta sexta-feira à noite, dia 26, o primeiro jantar de apoiantes de Manuel Alegre a Presidente, no Alentejo. Manuel Alegre estará presente neste convívio marcado para as 20:30hs no BejaParque Hotel. As inscrições serão feitas no local, mas estão condicionadas à dimensão da sala (150 lugares).

Ouvir Aqui - Canção com Lágrimas e Sol - Manuel Alegre e Adriano Correia de Oliveira

Para mais informações ver AQUI (nacional) e AQUI (Beja)

Évora: Cendrev homenageia Mário Barradas no Dia Mundial do Teatro

Uma sessão pública para evocar a importância do encenador Mário Barradas, falecido no ano passado, para o desenvolvimento teatral português e a representação da última peça que encenou assinalam, no sábado, 27 de Março, em Évora, o Dia Mundial do Teatro.
A sessão pública, com o título genérico "Mário Barradas - Um Homem no Teatro" acontecerá às 16h00 e a peça "Comédia Mosqueta", pela Companhia Teatro de Almada será exibida às 21h30, ambas no Teatro Garcia de Resende.
"Este ano, como não podia deixar de ser, entendemos que deveríamos dedicar as comemorações e este Dia Mundial do Teatro a Mário Barradas", disse José Russo, diretor do Centro Dramático de Évora (CENDREV).
O encenador Mário Barradas, natural de Ponta Delgada, morreu a 19 de novembro do ano passado, aos 78 anos, depois de muitos anos de trabalho em Évora, quer no CENDREV, quer no seu antecessor, o Centro Cultural de Évora, entidades culturais que ajudou a criar.

Évora: Museu de Design no Museu do Artesanato?

Esta tarde, em Évora, há reunião pública de Câmara. Excepcionalmente, à quinta feira. Na extensa ordem de trabalhos há um ponto que promete: trata-se da proposta de protocolo a celebrar entre a Câmara e um particular para instalar em Évora um "Museu do Design - coleção Paulo Parra". É que Évora, não tendo um Centro Cultural de Belém nem um Joe Berardo, sempre pode ter uma coleção de Design. O problema são as condições e o protocolo a estabelecer com o proprietário da coleção para que ela possa estar acessível ao público e, por outro lado, onde se instalará. Há quem defenda que poderá ser no actual Museu do Artesanato... A que preço? É isso que está em discussão.

Mais sobre Paulo Parra, colaborador na Universidade de Évora, no departamento de Artes Visuais, ver AQUI

E não foi na Arena!

"O Teatro Municipal Garcia de Resende vai ser palco amanhã, dia 24, quarta-feira, pelas 21:30, de um espectáculo de Música e Danças Dervixes da Turquia."
Prometia ser um óptimo espectáculo, para mais tinha visto um deste género na Turquia quando lá estive vai para 4 anos... prometia mas não foi!
A produção do espectáculo (não sei a cargo de quem) foi péssima! As imagens projectadas não se viam devido à falta de luz, os tempos de mostra dos quadros não permitia ver as obras (belíssimas por sinal), a apresentadora não sabia o que estava ali a fazer, e o som foi horrível (agudo de mais, sem se diferenciarem os instrumentos uns dos outros) e até o público era péssimo... comia bolachas e pipocas, atendia o telemóvel e falava com quem se encontrava do outro lado como se estivesse na praça, com crianças a falar alto, com as suas mães que lhes respondiam no mesmo volume, comentários e trocas de opiniões como se estivessem na sala da sua casa, isto enquanto no palco as músicas interpretadas eram de harmonia e religiosidade!
Um inferno! Mas mais: uma tristeza por verificar que as pessoas se colocam a organizar coisas sem saberem o que estão a fazer e que outras se vestem de "grave", como se diz pelo Alentejo, e depois demonstram a sua falta de educação, cultura ou falta de conhecimento das regras de comportamento num espaço como o Teatro Garcia de Resende. Cheguei mesmo a pensar que me tinha enganado e estava no meio do público de um qualquer concerto pimba em que o barulho é regra, já que o som debitado tudo abafa, mas não... estava num camarote do Garcia a ver e a escutar um grupo de música Turca!
Uma noite para esquecer!

Lurdes

Os conceitos de beleza estão sempre a mudar...

.... mas a verdade é que, cada vez mais, a diversidade e as diferenças proliferam. E ao conceito único sobrepuseram-se inúmeros conceitos, cada um tão válido como o outro. Neste caso, a actriz italiana Monica Bellucci posou numa sessão fotográfica para a próxima edição da revista Vanity Fair, em que aparece de lingerie e também nua. Choca mais alguém do que os aiatolas de todas as religiões? (mas isso não é bem gente, são assim umas coisas parecidas com símios antes do aparecimento da inteligência).

quarta-feira, 24 de março de 2010

Primavera florida

Évora: música e dança marroquinas

A pergunta que se pode fazer é esta: o que fazem cinco bailarinos marroquinos da antiga cidade portuguesa de Mazagão (hoje El-Jadida) em Évora?...
E a resposta é a seguinte: esses cinco músicos (o coreógrafo Brahim Sourny,da companhia marroquina 11.ORG, e quatro bailarinos) dão corpo a TIGMMI - uma criação de dança contemporânea a partir das danças tradicionais de Marrocos.
Em Évora, desde 17 até 26 de Março, estes músicos integram uma residência artistica da responsabilidade da Pédexumbo. O espectáculo final vai acontecer no sábado, dia 27 de Março, na sala d'A Bruxa Teatro (antigos Celeiros da EPAC), em Évora, a partir das 18h30.

Mas antes, amanhã, Quinta-feira, 25 de Março, às 21h30, haverá uma Antestreia aberta a programadores e monitores de dança e outrosprofissionais, com debate final. (Espaço Bruxa Teatro – Évora); na Sexta-feira, 26 de Março, às 16h00, Performance pública na Praça do Giraldo. Esta performance será improvisada, baseada nos movimentos da cultura Amazighe de Marrocos (mais conhecida como cultura Berbere). No Sábado, 27 de Março, às 18h30: Estreia pública no auditório da "Bruxa Teatro", (entrada: 3 €).

Segundo a Pédexumbo, TIGMMI é uma peça de dança contemporânea inspirada nas danças Ahwach (danças Berberes de Marrocos). A pesquisa da companhia marroquina de dança 11.Org começou o seu trabalho entre Rabat, Casablanca e El Jadida e continua em Évora, com uma residência artística de 9 dias.

Mais informações em www.pedexumbo.com e www.nsdance.com

CR da TSF acusa Comissão de Ética da AR de “manipulação político-partidária”

Os membros eleitos do Conselho de Redacção da TSF emitiram esta quarta-feira um comunicado onde acusam os deputados da Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República de “manipulação político-partidária” ao divulgar “extractos de comunicados do CR, no âmbito da audição do Director da TSF, Paulo Baldaia”, ontem, dia 23, facto que “lamentam e repudiam”.
Segundo este órgão dos jornalistas da TSF, “a leitura de pequenos excertos retirados do contexto” e “a utilização fora do contexto dos referidos excertos põe em causa a imagem da estação e dos profissionais da TSF, pelo que os membros eleitos do CR decidiram assumir uma posição pública sobre a matéria”.
Neste comunicado, é referido também que “tratando-se de documentos internos da redacção da TSF, os membros eleitos do CR manifestam estranheza pelo facto de os mesmos terem chegado às mãos de Deputados, não tendo os membros eleitos do CR recebido qualquer pedido de autorização ou esclarecimento por parte daqueles”.

Foi já há quatro anos?...

... como o tempo passa! Parabéns ao António José Brito & Companhia por fazerem o melhor jornal do distrito de Beja.

(via Praça da República)

Vidigueira "A Pão e Laranjas"

Ver toda a informação sobre este Festival Gastronómico aqui.

Beja: gente coerente é outra coisa

A CDU de Beja votou na Câmara Municipal, onde está em minoria, contra o orçamento da Câmara para 2010. Mas na Assembleia Municipal, onde está em maioria, absteve-se. Percebem? Eu não. Ou talvez sim. E o Lopes Guerreiro, citado pela Rádio Pax, também não. Ou talvez sim.

A educação é uma prioridade?

Num tempo em que avultam as preocupações com a violência nas escolas, com os problemas de convivência em grupos heterogéneos (como são naturalmente os que se geram nas escolas desde a mais tenra idade) e a consequente busca de respostas por parte de muitos profissionais, não compreendo a lógica que suporta as opções de gestão da coisa pública.

Há vários anos que conheço a proposta de alargar o programa JOGAR ao pré-escolar do concelho de Évora. O que quer dizer uma abordagem adaptada à idade, do movimento, e dos valores de base que estão associados à prática do exercício físico em grupo. Vou sabendo dos avanços e recuos da esperança de passar ao terreno, o que há muito é defendido em diferentes palcos, por técnicos e responsáveis políticos.

No ano lectivo passado foi preparado, uma vez mais todo o terreno. Foram feitos aturados exercícios que comprovam, por exemplo, que no pré-escolar do concelho de Évora cerca de 30% das crianças têm peso superior ao recomendado para a sua idade.
No inicio do ano 2009/10, contas rigorosas apuravam que eram necessários dois mil euros para pôr a funcionar, durante todo o ano, o PROGRAMA JOGAR no pré escolar de Évora. E uma vez mais a proposta foi retirada. Porque não há dinheiro, disse a Câmara Municipal, a entidade competente.

Mas estamos ao mesmo tempo a enviar para os psicólogos, para os nutricionistas, para outros terapeutas, um número crescente de crianças que logo no primeiro ciclo dão sinais de alerta, como sejam dificuldades de integração, manifestações de agressividade, entre outras dificuldades. Boa parte dos custos inerentes são suportados pelo orçamento público, através do sistema e subsistemas de saúde. Se avaliarmos em 50 Euros uma destas consultas, compreendemos que o custo desta intervenção´será equivalente ao de 40 consultas. Os especialistas bem insistem que cada euro investido em prevenção, representa a poupança de milhares no custo das consequências da falta da mesma. Mas não haverá ninguém a fazer contas?

E, afinal, a educação é ou não uma prioridade?

Somos todos raianos


Comunicação social: a coisa está preta

Que a comunicação social está em crise é um lugar comum. Que os salários dos jornalistas estão hoje depreciados como nunca estiveram, também. Que as redacções estão cada vez mais "magras" e sem capacidade de fugirem à agenda que lhes é imposta pelos actores políticos e pelas agências de comunicação, também. Mas notícias como as que aparecem hoje nos OCS e que dão conta que o Grupo Lena quer vender todo o seu sector de comunicação social (que engloba o recém aparecido i, mas sobretudo muitos títulos já consolidados da imprensa regional, num total de 16, entre jornais e rádios locais) é um verdadeiro terramoto e dá bem a noção do "sobressalto" que este sector vive. Com efeitos evidentes na qualidade da informação que todos recebemos e na, cada vez menor, liberdade e precariedade em que se exerce a profissão de jornalista.

terça-feira, 23 de março de 2010

ExPECtativas frustradas?

Para os que ainda admitiam que o PS, com a actual liderança, pudesse ser, de facto, um partido socialista ficou, seguramente, com as suas expectativas frustradas com o Orçamento de Estado (OE) e, principalmente, o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC).
Que diferenças substantivas e qualitativas apresentariam a política nacional e o PEC se fossem o PSD ou o CDS ou os dois em conjunto que estivessem no governo? Que diferenças existiriam se o primeiro-ministro ainda fosse Durão Barroso ou Santana Lopes ou se fosse Manuela Ferreira Leite ou se viesse a ser Aguiar-Branco, Paulo Rangel ou Passos Coelho, para além de diferenças de estilo e de tom?
Como se sentirão os que ainda acreditam que o PS é um partido socialista ou mesmo de esquerda, os que entendem que deve existem serviços que devem não devem deixar de ser públicos e que existem empresas que igualmente se devem manter nesse âmbito pela função estratégica que devem desempenhar?
Como se sentirão os que defendem uma mais justa distribuição da riqueza, com um combate sem tréguas ao desemprego e à pobreza, por um lado, e aos rendimentos e à riqueza ostentatórios e obscenos?
Como se sentirão quando percebem que a palavra socialismo queima os lábios dos dirigentes e dos ministros do PS?
Continuarão a assobiar para o lado, a fingir que não percebem ou a fazer declarações mostrando algum distanciamento crítico mas que mais não serve do que para dar cobertura a esta política e a esta prática?

Nota final: Estou a ver na televisão um “frente-a-frente” entre Francisco Assis e Morais Sarmento a esforçarem-se por descobrir o que pode diferenciar os seus partidos e acho que o programa se deveria chamar “lado-a-lado” ou, talvez com mais propriedade, “mais-do-mesmo”.

Cadeau, de Man Ray e uma consideração um bocadinho senso comum


Se alguém ainda tinha dúvidas sobre o facto de o PS ter ocupado o espaço político do PSD, o Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado por este governo, tirou-as. O PSD, seja qual for o líder que vença o próximo congresso, que se cuide.

Os portugueses estão fartos da direita (ou não?). E também é preciso dizer que muitos militantes do partido socialista, como João Cravinho e outros, estão fartos de Sócrates. Ninguém, à esquerda, entende, por exemplo, a necessidade das privatizações da REN e dos CTT.

Este ferro de engomar com pregos foi, em 1921-22, um bom exemplo de um eloquente pontapé no cu da arte convencional. E hoje passava bem a ferro o PEC.

As imagens que guardamos e as outras


A imagem que guardo do PSD não é aquela com que hoje me deparei num restaurante de Portalegre.
Pedro Passos Coelho almoçou com meia centena de militantes numa acção de campanha. Disse que era o candidato melhor preparado para unir o partido. Até aqui nada de novo. E disse também que a sua estratégia não se resume a ganhar a direção do PSD; inclui a preparação de uma década, ou década e meia, de PSD no poder. Apesar de esta também não ser novidade, o que me surpreendeu foi a nitidez com que assume, perante o seu eleitorado, a imagem do desejo do poder, aliás estampado no rosto de muitos dos presentes.

Mas a imagem que mais me surpreendeu foi a do lugar e do ambiente que recebeu este almoço do PSD. Um restaurante na zona industrial de Portalegre. Povoado por homens de fato de macaco ostentando no peito as marcas de automóveis que lhes pagam o salário. Poucas mulheres, mas algumas com rasto de pressa, ou a expressão de um intervalo para fumar. Porque neste restaurante é permitido fumar e em todas as mesas se viam cinzeiros repletos de momentos esgotados.

Na sala de jantar uma mesa comprida reservada para a comitiva, convivia com todas as outras, onde outra gente de Portalegre tomava uma refeição quotidiana mais ou menos barulhenta. Com PPC chegou Miguel Relvas, uns poucos rapazes de fato escuro, camisa e gravata, algumas senhoras menos produzidas do que é hábito, o Presidente da Câmara de Marvão, e o anfitrião Mata Cáceres que, embora não sendo militante do PSD, não quis estar de fora.

Eu eu fiquei a perguntar aos meus botões: esta imagem atesta o meu desconhecimento do que é o PSD? Reflecte uma fração do PSD? Ou foi apenas um momento sem exemplo?

Évora: prossegue a greve dos trabalhadores da Kemet Electronics

Para que conste: os trabalhadores da Kemet, em Évora, estão em greve parcial, de duas horas por turno, desde segunda-feira. Reivindicam a reposição, faseada, do valor do subsídio de turno, que representa 10% dos seus salários e o direito a 22 dias úteis de férias. A greve termina dia 25, quinta-feira.

Administrações & assessorias é que está a dar

Noticia a "Rádio Portalegre" que o presidente da Federação Distrital de Portalegre do PS, Rui Simplício, assumiu as funções de administrador delegado da Fundação Alter Real.
O nome do antigo presidente da Câmara Municipal de Portalegre foi proposto pelo engenheiro, Vítor Barros, presidente do Conselho de Administração da Fundação Alter Real.
Rui Simplício abandonou as funções de assessor do PS na Assembleia da República para se dedicar a tempo inteiro à Fundação Alter Real.
Em tempo de desemprego a crescer não há nada como ter bons amigos.

Évora: este espectáculo não quero perder


O Teatro Municipal Garcia de Resende vai ser palco amanhã, dia 24, quarta-feira, pelas 21:30, de um espectáculo de Música e Danças Dervixes da Turquia.
Os dervixes rodopiantes obtiveram esse nome do grande poeta e místico sufi Rumi (1207-73), chamado Mevlana pelos seus discípulos. Os sufis buscam uma comunhão mística com Deus através de varias formas, entre elas a cerimónia envolvendo cantos, louvores, música e dança giratória. O rodopiar induz ao estado de transe que torna mais fácil a mística união espiritual com Deus.
Os bilhetes para o espectáculo têm o preço único de 8 euros, sendo que jovens até aos 25 anos e os maiores de 65 anos têm um desconto de 50%. As informações e reservas podem ser efectuadas pelo telefone e os bilhetes são adquiridos na bilheteira do Teatro Garcia de Resende. A organização é da Câmara de Évora, com apoio da Associação de Amizade Luso-Turca.

(fonte: CME)

Mértola: "Uma Aventura no Pulo do Lobo"

É apresentado esta terça-feira a uma plateia de miúdos em idade escolar, no Cine-teatro Marques Duque, pelas 11 horas, em Mértola, o novo livro de Isabel Alçada e Ana Maria Magalhães, intitulado "Uma Aventura no Pulo do Lobo". Inicialmente estava prevista a presença da ministra da Educação Isabel Alçada, que é uma das autoras, mas até agora só tenho a confirmação de que nesta sessão de apresentação irá estar Ana Maria Magalhães.

O livro só será apresentado em Lisboa amanhã, dia 24.

Para quem tem dúvidas...


segunda-feira, 22 de março de 2010

1º Congresso de Turismo em Beja

Veja toda a informação sobre este 1º Congresso de Turismo aqui.

22 de Março de 1968: retrato de época

Foi num dia assim, há uma data de anos. Num 22 de Março. De um ano singular: os jovens franceses, fossem estudantes, operários ou simplesmente gente comum levantou-se em massa para encontrar as praias que sabiam estar sob as calçadas. Eu era novo de mais para estar entre eles. Lembro-me das fotos que por cá chegavam. Foi nesse ano que entrei no Liceu de Beja. Conheci depois muita gente que tinha vivido aquela festa. Uma das maiores que Paris, uma cidade de muitas libertações, e a França viveram. Uma parte relevante de Maio de 1968 começou a 22 de Março, quando se constituiu o movimento estudantil, claro está, do 22 de Março, na Universidade de Nanterre. Dizem os livros que era um movimento de inspiração libertária, que tinha Daniel Cohn-Bendit (hoje eurodeputado, mas a História tem destas coisas) como principal "testa de cartaz" e que começa por ocupar as instalações universitárias por um período prolongado.

O reitor fecha Nanterre e o movimento dirige-se para a Sorbonne. É o princípio de Maio de 68 e o movimento 22 de Março dissolve-se no movimento geral de contestação que percorre a França de uma a outra ponta, fazendo que todos os sonhos se tornassem possíveis. Aliás, 1968 foi um ano fértil em searas de esperança: na Polónia, o movimento estudantil mostrou o que valia; na Checoslováquia foi tempo de Primavera; nos Estados Unidos estava no auge o movimento anti-guerra no Vietname; em Itália, houve greves e manifestações de grande envergadura, protagonizadas por jovens estudantes e jovens operários. Em Portugal o movimento anti-guerra colonial crescia também nas universidades e nas principais cidades.

Seria bom que os jovens portugueses, que se preparam para celebrar mais um inócuo Dia do Estudante, na próxima quarta-feira, olhassem para as bandeiras que costumam levantar e se interrogassem, de facto, sobre se os seus sonhos e as suas lutas não poderiam ter outro significado e outros objectivos. Por exemplo, o de querer transformar o mundo assumindo em pleno que é proibido proibir. Ou melhor ainda, como se dizia, nas ruas de Paris: a nova sociedade nascerá no dia em que o último burocrata for enforcado nas tripas do último capitalista. É uma força de expressão, claro, mas que diz muito do que se quer e do que se não quer como sociedade para viver.