domingo, 28 de fevereiro de 2010

A força do hálito

A força do hálito é como o que tem que ser.
E o que tem que ser tem muita força.

Vai (ou vem) um sujeito, abre a boca e eis que a gente,
que no fundo é sempre a mesma,
desmonta a tenda e vai halitar-se para outro lado,
que no fundo é sempre o mesmo.

Sovacos pompeando vinagres e bafios,
não são nada --bah...-- em comparação
com certos hálitos que até parece que sobem do coração.

"Ai onde transpira agora
o bom sovaco de outrora!"

Virilhas colaborando com parentesis ou cedilhas
são autênticas (e sem hálito) maravirilhas.
Quando muito alguns pingos nos refegos, nas braguilhas,
amoniacal bafor que suporta sem dor
aquele que está ao rés de tal teor.

Mas o mau hálito é pior que a palavra
sobretudo se não for da tua lavra.

Da malvada, da cárie ou, meudeus, do infinito,
o mau hálito é sempre, na narina,
como o baudelaireano, desesperado grito
da "charogne" que apodrecer não queria.


Alexandre O'Neill (1969)

(Sugestão M. Sampaio)

Informação: direito/dever

A informação é simultaneamente um direito dos cidadãos e um dever da administração pública e de todas as entidades que têm obrigações para eles, seja na qualidade de empregadores, prestadores de serviços, fornecedores ou qualquer outra.
Infelizmente existem entidades para quem este dever parece não existir, talvez porque não entendam ou se estejam nas tintas para os que constituem a razão da sua existências – os clientes, os utentes, enfim os cidadãos em geral.
É igualmente verdade que nem todos temos consciência cidadã, que implica sabermos defender os nossos direitos e cumprir os novos deveres. Alguns de nós não fazemos nem uma coisa nem outra e outros estão convencidos de que só têm direitos ou só têm deveres.
Os poderes, designadamente os públicos, têm ainda a obrigação de dar o exemplo no cumprimento dos seus deveres e de contribuírem, com todos os meios ao seu alcance, para formar (não formatar) cidadãos, o que infelizmente muitas vezes não acontece.

Novas de Bissau

(pormenor do terraço do Hotel Residencial Coimbra)
A última vez em que estive em Bissau, em reportagem, foi há cerca de cinco anos e meio, numas eleições legislativas. A cidade pouco mudou, mas sente-se uma menor tensão política. As ruas continuam esburacadas, sem luz, numa degradação continuada a que os anos e os políticos parece não conseguirem pôr cobro. A Guiné-Bissau continua a ser um dos grandes entrepostos mundiais de droga, na mão dos principais cartéis. Há quem assegure que no "negócio" intervinha directamente Nino Vieira. Com a sua morte (uma morte ritualmente preparada) o "clima" parece ter-se desanuviado, mas os cartéis da droga continuam a ter aqui, num dos países mais pobres do mundo, um dos seus paraísos. Foi essa a conversa que dominou a mesa ao jantar no restaurante "A Padeira", um dos bons restaurantes (embora de cozinha europeia e, sobretudo, portuguesa - o prato do dia hoje era cozido à portuguesa e cabrito no forno, amanhã vão ser sardinhas assadas) de Bissau. Conheci a nova delegada da Lusa na Guiné. Sou amigo do anterior delegado, José Sousa Dias, que vou, por certo, reencontrar em Cabo Verde. Hoje estive a fazer os contactos para a reportagem (sobre a SIDA). Amanhã começo a gravar, já que quarta-feira parto, de novo, para a cidade da Praia Estou alojado no excelente Hotel Residencial Coimbra, em pleno centro da cidade, agora propriedade de Miguel Nunes. A família Nunes está na Guiné há cem anos, tinham um dos principais estabelecimentos comerciais da cidade, em plena Avenida Amílcar Cabral. Eu jantei com eles nesta mesma casa, que ainda não era hotel nem residencial, há um bom par de anos, aquando da guerra civil entre Nino Vieira (apoiado pelos senegaleses) e a Junta Militar, e em que a família Nunes permaneceu na cidade e era um dos pontos de apoio para a meia dúzia de jornalistas portugueses que aqui estivemos durante toda a guerra. Foi um jantar memorável, cerimonioso e bem elucidativo do imaginário de uma família portuguesa durante mais de uma geração em África.

Évora e Serpa: Louçã apresenta livro Economia(s)

Francisco Louçã e José Castro Caldas estarão em Évora, amanhã, dia 1 de Março, para a apresentação do seu livro Economia(s). A iniciativa decorrerá na Universidade de Évora (Espírito Santo, sala 131) pelas 15,00 horas e nas instalações da livraria Na Sombra Dos Livros (Rua Romão Ramalho) pelas 18,00 horas. A sessão de debate contará com a presença do Professor Manuel Branco do Departamento de Economia da Universidade de Évora. Os autores estarão à disposição da imprensa no final da sessão.
À noite, pelas 21H30, os dois autores apresentam a obra no Espaço VOL, em Serpa.

Talvez já não exista longe. Ou o longe, hoje, é o que está perto?

O último post que coloquei, há umas horas atrás, sobre a ex-directora da Escola de Hotelaria de Portalegre, fi-lo em Lisboa. Agora estou em Cabo Verde, no bar do aeroporto internacional da Praia, na Ilha de Santiago, dispondo de wireless grátis e com rápido e automático acesso à rede de telemóvel. São 3 da manhã, hora local, e espero por um voo às 8 horas para Bissau. A primeira vez que vim a Cabo Verde, há cerca de 25 anos, ainda se sentia a distância e o desconhecido. Na altura estive em reportagem em quase todas as ilhas e o sentido de longe e de falta de comunicações era uma realidade. Hoje o mundo cabe numa mão: quando liguei o computador, há minutos, tinha no messenger o meu filho G. que está em Inglaterra e com quem conversei. À distância de um clique. Como à distância de um clique continua o acincotons. E o Alentejo que deixei há meia dúzia de horas. E é o mundo que está, todo ele, cada vez mais perto de nós. Mas, muitas vezes, também, noutros sentidos, tão longe.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Portalegre: Teresa Samarra diz que foi alvo de perseguição política

Teresa Samarra, que foi exonerada intempestivamente, há pouco mais de um mês, do cargo de Directora da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, diz que as verdadeiras razões para o seu afastamento se prendem com PERSEGUIÇÃO POLÍTICA, TRÁFICO DE INFLUÊNCIAS E CHANTAGEM e convocou uma conferência de imprensa para próxima terça-feira em Portalegre para denunciar as situações de que diz ter sido alvo.

Sobre este caso ver AQUI e AQUI

Diógenes reinventado

Quando, a pedido de um amigo, me vi “obrigado” (o tipo dizia que só ia se eu o acompanhasse…enfim, uma coisa muito adulta…) a participar numa daquelas maratonas de leitura organizadas pela Biblioteca Pública de Évora, fiquei um bocado indeciso. O que deveria ler naquela vetusta e importante (digo-o sem qualquer ironia) “Casa” dos livros? Matutei (sempre quis escrever esta palavra…) e lá escolhi um texto da Crítica da Razão Cínica (que faz uma análise do cinismo desde os tempos remotos do escandaloso e libertário Diógenes até hoje). Foi escrita por Peter Sloterdijk (Karlsruhe, 1947), filósofo com vários livros editados em Portugal. Incompreensivelmente não é o caso desta Crítica. Traduzi, a partir da edição espanhola, um pequeno capítulo, e pedi a uma amiga que sabe alemão que o confrontasse com o original. Ficou catita.

“O Peido
Não podemos contornar o tema. Mais, é inevitável. Sinto muito por todos os leitores sensíveis, mas o peido não se pode, em absoluto, omitir. Quem não quer falar dele também tem que se calar sobre o cu. O tema exige-o, uma vez que já se tratou de coisas orais, a nossa exposição também tem que passar, queira-se ou não, pela sua fase anal antes de se chegar à genital. Falar sobre o peido não é difícil na medida em que supõe um som que em situações sociais significa sempre algo. Quem seja testemunha de um peido produz inevitavelmente uma interpretação desse som. Resumindo, a semântica do peido é também um problema bastante complicado, demasiado descuidado pela linguística e pela teoria da comunicação. A escala de significados vai desde a vergonha até ao desprezo, desde intenções humorísticas até à falta de respeito. Mestres, professores, oradores e participantes em conferências conhecem o tormento de não poder fazer soar fortemente uma flatulência imperiosa, já que um som semelhante expressa algo que não se quer dizer na realidade. Será que poderia fomentar a empatia pelos políticos, se ao escutarmos os seus discursos, pensássemos mais amiúde que estes possivelmente estão ocupados em reprimir uma ventosidade que poderia interromper por um instante o seu discurso? Com efeito, a arte das vagas formulações está em relação com a arte de um vento decente: ambas as coisas são diplomacia.
Semioticamente contamos o peido no grupo dos sinais, quer dizer, dos signos que nem simbolizam nem reproduzem nada, apenas dão indicações de um estado. Quando a locomotiva apita, adverte da sua aproximação e dos seus possíveis perigos. O peido, entendido como sinal, mostra que o abdómen está em plena acção, e isso pode ter consequências fatais em situações em que toda a alusão a âmbitos semelhantes é absolutamente indesejada. Ernst Jünger deixou anotado no seu “Diário Parisiense”, a propósito da leitura da Guerra Judia do historiador Flavius Josephus, o que se segue:
'De novo tropecei na passagem em que se descreve o começo dos distúrbios que tiveram lugar em Jerusalém sob o mandato de Cumanus(II,12). Enquanto os judeus se reuniam para a festa dos pães ázimos, os romanos dispuseram uma coorte sobre a sala de colunas do templo para observar a multidão. Um dos soldados desta coorte levantou a túnica, voltou o traseiro para os judeus com uma inclinação burlesca e deixou escapar o indecente som que correspondia à sua posição. Esta foi a ocasião que deu lugar a um choque que custaria a vida a dez mil pessoas, de tal maneira que se pode falar do peido mais funesto da história mundial.'(Strahlungen II,p.188-189)
O cinismo do soldado romano que se peidou no templo de uma maneira tão blasfema e politicamente provocadora encontra um equivalente do mesmo tipo no comentário que faz Jünger, comentário que passa para o campo do cinismo teórico”.

Cidália Moreira em Reguengos de Monsaraz

O Auditório Municipal de Reguengos de Monsaraz recebe este sábado, pelas 21h30, um espectáculo com a fadista e actriz Cidália Moreira. Organizado pelo Município de Reguengos de Monsaraz, este espectáculo com “A Cigana do Fado”, como também é conhecida, é uma oportunidade para recordar os fados e os temas de Flamenco que marcam as quase quatro décadas de carreira de Cidália Moreira. Os bilhetes no valor de 2,5 euros, podem ser adquiridos no Auditório Municipal. No dia 6 de Março Reguengos recebe a música de Cabo Verde com o grupo Sons de Lá e uma semana depois a peça de teatro Contos Africanos, apresentada pelos actores e encenadores Sandra Horta e Carlos Calvo.

(fonte: CM de Reguengos de Monsaraz)

Évora de boxer shorts


Encomende aqui.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pormenores de volta às bancas


Depois de um interregno de alguns meses, a Revista Pormenores coloca a 5ª edição nas bancas. Anteriormente com uma periodicidade mensal, e depois de uma necessária reestruturação em parte dos seus moldes, passa a bimestral, colocando ainda mais ênfase no aprofundamento dos temas explorados. Mantendo inalteradas as directrizes que estiveram na sua génese, tanto a nível deontológico como gráfico, procura nesta sua segunda “carga” assegurar a continuidade de um projecto que desde cedo tentou inovar e preencher um espaço vazio existente na imprensa alentejana.
Optando desde o início por dar uma cobertura por igual a todo o Alentejo, ambiciona alargar áreas de influência e de mútuo conhecimento, levando a região a todo o País. Não obstante o reforço de um jornalismo atento e crítico, a principal abordagem permanece centrada no positivismo, em mostrar o que de melhor se tem e se faz num Alentejo tantas vezes ignorado e esquecido. É essa a direcção que aponta o editorial desta edição de Fevereiro, onde se fala dos que por cá ficam, dos que para cá voltam, dos que por cá andaram e nunca esqueceram (…) umas vezes bebendo e outras dando a beber”.
Apesar das dificuldades sentidas em todo o processo, a equipa por detrás da Revista Pormenores continua convicta da sua escolha inicial, a de ficar e apostar na região alentejana e nos que por cá decidem viver.

(fonte: press release da Revista Pormenores)

“Se há alguém que deve tudo a Bach, é seguramente Deus” (apontamento sobre Cioran)

Terminei a leitura de um livro de aforismos pessimista como poucos. Silogismos da Amargura, de E. M. Cioran (1911-1995), editado pela letra livre, e muito bem traduzido pelo poeta Manuel de Freitas. Descrente das ideologias políticas e da bondade dos homens, Cioran julga que “há mais honestidade e rigor nas ciências ocultas do que nas filosofias que atribuem um ‘sentido’ à história.” Não há lugar para a esperança neste universo literário, “há dois mil anos que Jesus se vinga de nós por não ter morrido num sofá”.

Poderia multiplicar as citações, de uma inteligência e elegância ímpares. No mínimo, o que podemos dizer deste autor romeno da Transilvânia, que se fixa em Paris em 1946, é que é um céptico. Mas este cepticismo existencial ou desespero lúcido aceita a desilusão. Seria vulgar cavar um túmulo, como os antigos monges do Egipto, para aí chorar. Aguente-se a parada, não deixemos cair lágrimas, mas apenas pontas de cigarros.

Não são só os médicos que nos podem desenganar, também os artistas venenosos o fazem, especialmente aqueles que deambulam “pelos dias como uma puta num mundo sem passeios”.

A campanha que está a agitar a França

Em França, uma campanha anti-tabaco, promovida pela Associação "Droit des Non-Fumeurs", em que os jovens fumadores (alvo principal desta campanha) são tratados como "escravos sexuais", está a lançar uma forte polémica. Os blogs e os principais meios de comunicação social estão a participar neste debate e, regra geral, os seus autores apontam os pontos fracos desta campanha, nomeadamente a associação entre sexualidade e tabagismo (ver, por exemplo, aqui ou aqui ).

Concerto: Polifonias de Évora

Manuel Cardoso: Magnificat Secuni Toni

A Escola de Música da Sé de Évora foi das mais importantes a nível mundial nos sécs XVI-XVII. Frei Manuel Cardoso foi a personalidade criativa mais original da Escola de Évora e um dos maiores compositores portugueses de todos os tempos. A compilação das suas obras foi parcialmente destruída no Terramoto de Lisboa em 1755.

O património musical polifónico do período renascentista de Évora está em destaque, no próximo fim de semana, no VIII Ciclo de Concertos "A Quaresma na Escola de Música da Sé de Évora", uma iniciativa anual da Associação Eborae Mvsica.
O Coro Polifónico da associação, que fez a sua estreia em setembro de 1987, atua no sábado e, no dia seguinte, é a vez do grupo vocal Officium, projeto iniciado em outubro de 2000, ambos sob direção do maestro Pedro Teixeira.

Tempo vai agravar-se esta madrugada

Comunicado válido entre 2010-02-26 13:05:00 e 2010-02-27 23:59:00

Agravamento do estado do tempo no Continente
(ACTUALIZAÇÃO)

De acordo com o Centro de Previsão de Tempo do IM, confirma-se a previsão de um agravamento do estado do tempo no Continente no dia de Sábado, com início na madrugada deste dia.
Este agravamento do estado do tempo é devido à aproximação de uma depressão que se encontra centrada a oeste da ilha da Madeira com uma trajectória para nordeste, com acentuado cavamento.
A depressão começará por afectar o estado do tempo nas regiões do Sul do território, deslocando-se rapidamente para Nordeste ao longo da costa e atingindo com maior intensidade as regiões do litoral Norte.
Com o desenvolvimento desta depressão prevê-se essencialmente um aumento da intensidade do vento em todo o território e da agitação marítima. O vento poderá atingir a velocidade média de 85 km/h, com rajadas até 150 km/h em particular no litoral Oeste e nas terras altas. No mar as ondas deverão atingir os 7 metros na costa Oeste e 6 metros na costa Sul.
Mantém-se a previsão da ocorrência de períodos de chuva ou aguaceiros por vezes fortes em todo o território, com maior persistência no litoral Norte.
Para Domingo continua a prever-se um desagravamento desta situação meteorológica, mantendo-se ainda uma situação de instabilidade com a ocorrência de vento moderado a forte e aguaceiros em todo o território.
O Centro de Previsão continuará a acompanhar a situação, com difusão de previsões e emissão de Avisos, sempre e quando tal se justifique, no cumprimento da sua missão de autoridade nacional para a meteorologia. Sugere-se o acompanhamento da situação através da página do IM (www.meteo.pt) e a observância de recomendações ou alertas emitidos pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.

Instituto de Meteorologia: 2010-02-26 13:27:40

«A Alemanha está a participar na guerra contra a população do Afeganistão»

defendeu Christine Buchholz, antes do presidente do parlamento alemão ter ordenado aos deputados do partido Die Linke (Partido de Esquerda), para abandonarem o parlamento. Ao lado do Die Linke, estiveram também muitos deputados dos Verdes, que todos juntos garantiram 111 votos contra o envio de mais soldados para o Afeganistão.

A líder da bancada do Die Linke, Dagmar Enkelmann, explicou que o protesto tentava chamar à atenção para o facto de o governo alemão «não ter apresentado quaisquer desculpas oficiais às vítimas», dizendo ainda que os parlamentares da sua bancada «estavam conscientes» de que estavam a violar as regras, «mas às vezes tem de se ir por este caminho».

Norbert Lammert ainda ordenou que os parlamentares deste partido baixassem os posters anti-guera onde constavam os nomes dos civis mortos num ataque feito a 4 de Setembro, em Kunduz, com um F15 norte-americano sob ordens de Berlim, mas perante a recusa destes, o presidente do parlamento germânico usou dos seus poderes regimentais para os expulsar. A medida foi apoiada pela maioria dos deputados sociais-democratas (SPD), o principal partido da oposição, bem como pela coligação governamental formada pelos conservadores (CDU) e pelos liberais do FDP.

A decisão, tomada esta sexta-feira, faz com que o contingente alemão no Afeganistão aumente 850 homens para os 5350 soldados, com o envio de um grupo de 500 soldados e um contingente flexível de 350 homens.

A medida, aprovada por 429 dos 622 deputados do parlamento germânico, fica aquém do pedido feito pela NATO e reflecte a forte opinião pública alemã contra a presença militar do país no Afeganistão. O texto ainda terá de ser aprovado na Câmara Alta do parlamento alemão, o Bundesrat, mas a provação é certa neste órgão, dado que os conservadores do partido da chanceler Angela Merkel são maioritários neste órgão.

Haiti e Lusitano: a desgraça une-os?

Lusitano ajuda as vítimas do Haiti
Clique na Imagem para saber mais
Apareça e venha fazer parte desta causa humanitária!

"Leio um cartaz que anuncia uma festa na praça de touros, a favor das vitimas do Haiti, organizada pelo Lusitano. Hoje o Diário do Sul emite uma nota do Lusitano, a anunciar a mesma festa, na qual é afirmado que se destina a fazer face à grave crise que o clube atravessa. Vergonhoso..."

Anónimo
26 Fevereiro, 2010 16:21

Revistas distinguem vinhos do Alentejo

Provadores de vários países, reunidos por iniciativa da revista Wine e os especialistas da Revista de Vinhos colocaram recentemente diversos vinhos do Alentejo à cabeça entre os melhores.
A Revista de Vinhos realiza anualmente esta atribuição de prémios que vai já na 12ª edição e que distingue personalidades, empresas e instituições do universo do vinho e gastronomia. A Fundação Eugénio de Almeida foi considerada a melhor empresa do ano 2009 e CARMIM - Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz a melhor cooperativa.
Júlio Bastos da Dona Maria Vinhos, situada perto de Estremoz, recebeu o galardão de Produtor do Ano enquanto Silveira & Outro, do Solar dos Lobos, recebeu o de Produtor Revelação do Ano.
Na categoria dos “Vinhos de Excelência”, que segundo o júri tem que dar mostras de ser realmente extraordinário, foram distinguidos seis vinhos da região, entre os milhares de vinhos provados ao longo do ano. Dona Maria Regional Alentejano Reserva tinto 2006 (Júlio Bastos); Dúvida Regional Alentejano tinto 2005 (António Saramago); Grande Rocim Regional Alentejano Reserva tinto 2007 (Herdade do Rocim); Herdade dos Grous Regional Alentejano Reserva tinto 2007 (Monte Trevo); Obsessão Reg. Alentejano tinto 2004 (Altas Quintas) e Scala Coelli Reg. Alentejano tinto 2007 (FUNDAÇÃO EUGÉNIO DE ALMEIDA) foram os premiados nesta categoria.
Por sua vez, a revista Wine distinguiu Pedro Baptista, enólogo da Fundação Eugénio de Almeida, como “Enólogo do Ano 2009”. A entrega destes prémios vai decorrer durante a próxima edição da Essência do Vinho - Porto 2010, que decorre no Palácio da Bolsa entre os dias 4 e 7 de Março.

(fonte CVRA)

Montemor-o-Novo: Concerto "MurmúRio"


Apresentação da Residência Artística / Concerto "MurmúRio"
27 de Fevereiro | 22:00 | Oficinas do Convento
Entrada Gratuita

A Apresentação consistirá na realização de uma instalação com objectos sonoros e vídeo, dentro da qual se desenvolverão performances com música ao vivo que inclui live electronics. A instalação, que será cenário da acção músico-teatral, explicitará o núcleo da acção criativa e performativa. Cenário tridimensional onde, na mais completa polivalência-orgânica, serão apresentados os sons e as imagens da água do rio, quer manipuladas electronicamente, quer utilizadas como elementos teatrais e musicais sob interacções sincrónicas.

Serão ainda criadas esculturas sonocinéticas construídas com ferramentas agrícolas há décadas caídas em desuso, a serem recolhidas nos arredores de Montemor-o-Novo. Os sons destes objectos, quer os produzidos por flexão, fricção e percussão, quer os canalizadores dos sons amplificados de água-viva, serão o centro motivacional que engloba, ainda, misturado e acompanhado por imagens vídeo, instrumentos de sopro, vozes, percussões electroacústicas e timbres electronic live da família dos naturais.

oc@oficinasdoconvento.com
Carreira de S.Francisco
Convento de S. Francisco
7050 - 160 Montemor-o-Novo
tel: 266 899 824
fax: 266 899 825
www.oficinasdoconvento.com

Um Clássico é um clássico é um clássico é um clássico*

“Ser GOVERNADO é ser observado, inspeccionado, espiado, dirigido, regido pela lei, numerado, regulado, recrutado, matriculado, doutrinado, repreendido, controlado, verificado, avaliado, apreciado, censurado, comandado, por criaturas que nem têm o direito nem a sabedoria nem a virtude para o fazer. Ser GOVERNADO é estar em cada operação, em cada transacção, anotado, registado, contado, tributado, marcado, medido, numerado, avaliado, licenciado, autorizado, admoestado, impedido, proibido, reformado, corrigido, punido. É ser colocado, sob o pretexto da utilidade pública, e em nome do interesse geral, sob contribuição, instruído, esfolado, explorado, monopolizado, extorquido, espremido, intrujado, roubado; então, à mais leve resistência, a primeira palavra de protesto; reprimido, multado, aviltado, assediado, perseguido, maltratado, agredido, desarmado, amarrado, sufocado, aprisionado, julgado, condenado, fuzilado, deportado, sacrificado, vendido, traído; e para cúmulo, escarnecido, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado. É isto o governo; é isto a justiça; é isto a moralidade.”

Pierre-Joseph Proudhon, Ideia Geral da Revolução no século XIX

*Gertrude Stein: "Rose is a rose is a rose is a rose.”

Évora: Contos de Lua Cheia

Ângelo Torres
Actor e contador do mundo.

Nascido na Guiné Equatorial, Ângelo descobre a tradição oral em S.Tomé, quando, ainda criança, acompanha a família no regresso do exílio, após o 25 de Abril. Completa a sua infância a ouvir histórias da sua avó, estuda em Cuba, estabelece-se em Portugal como actor (prémio Shooting Star 2004 - actor revelação. Mais tarde, é desafiado por António Fontinha a "contar uns contos"... foi o acordar de uma vocação.
Ângelo é um contador magnético, que mistura intuitivamente conteúdos tradicionais com contextos contemporâneos.
 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Gaivotas em terra

Já agora: as notícias de amanhã


Pinto Monteiro já estava sob "suspeita" por não ter autorizado uma investigação aos factos apurados pelos magistrados de Aveiro e que envolviam José Sócrates. Agora o SOL revela que recaem sobre a Procuradoria  suspeitas de que pode ter partido dali um eventual aviso aos visados de que estavam a ser investigados. Uma teia de suspeições cada vez mais complexa.

Meninos de coro ou pior...

... é o que me parecem estes directores ou ex-directores de órgãos de comunicação social ao se queixarem de que os governantes, os políticos ou os empresários ou estes ou aqueles querem interferir na linha editorial dos seus jornais ou das suas televisões. Interferir todos sempre quiseram e querem. Mas compete, precisamente, aos directores desses OCS (ou seja, aos próprios que tanto se queixam!) reagirem a essas pressões e não se deixarem condicionar. Que dó d'alma ouvir as queixas do José Manuel Fernandes, do Henrique Monteiro, do Leite Pereira ou do Maia Abreu. Ou ver as t-shirts do Mário Crespo. Estão todos bem uns para os outros: políticos e jornalistas deste calibre - o mesmo combate!

Évora: Novas Culturas no Espaço Celeiros

Sábado, dia 27 de Fevereiro, a Associação PédeXumbo acolhe no Espaço Celeiros, em Évora, o encontro “Novas Culturas, Novos Futuros”. Este encontro reúne a MultiCulti - Culturas do Mediterrâneo, o Campo Arqueológico de Mértola e a Pédexumbo, parceiros da Rede Portuguesa da Fundação Euro-Mediterrânica Anna Lindh.
Às 18h30 exibe-se o documentário “Retratos: Portugal e os Portugueses Vistos pelos Imigrantes” de Luísa Homem, seguido de um debate aberto ao público, com os convidados Santiago Macias (Multiculti), Paulo Mendes (PERCIP), Miguel Costa (Pédexumbo), Luisa Homem e Danae.
Depois, às 23h00, é a vez do concerto com a cantora Cabo-verdiana DANAE e os Novos Crioulos, considerada uma das revelações mais recentes da música de Cabo Verde

(http://www.myspace.com/danaexdanae).

Há mortos que morreram que já não estão mortos

Atenção, atenção, muita atenção: não acreditem no que ouvem.
Tenham cuidado os senhores jornalistas. Quem sabe das coisas é o Governo Regional e o senhor Presidente Alberto.
Os 42 que morreram afinal são só 38. O número de mortos ainda pode baixar.
Quanto aos desaparecidos, se estão desaparecidos é porque ainda não apareceram.

Já há cultura em Março


No A Cinco Tons falou-se há tempos do fim do Guia da Semana, importante farol cultural da cidade e do seu desaparecimento da página oficial da Câmara.
A Agenda Cultural de Évora, mês de Março, está de regresso. No Facebook.
Também disponível no site da CMÉvora.

Mais uma... escuta

A revista "Sábado" divulga hoje uma nova escuta que envolve José Sócrates. Numa conversa entre Paulo Penedos e Rui Pedro Soares, o antigo administrador da PT diz que o primeiro-ministro estaria furioso por não ter sido informado do negócio da TVI. Ler aqui.

Rute Reimão: "Histórias do Barco da Velha"

É lançado hoje oficialmente na Póvoa de Varzim, no âmbito das Correntes d'Escritas, pelas 12,30 horas, na Casa da Juventude, o livro "Histórias do Barco da Velha" de Pedro Teixeira Neves e de Rute Reimão (ilustrações).

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Redondo: A Menina da Rádio



O Jardim não teve nada a ver com o que aconteceu na Madeira

Nada, mas absolutamente nada. Confirme aqui, sff.

Vila Viçosa: ópera na pedreira

É um projeto único, que pretende transformar uma pedreira de mármore num espaço para a realização de um festival de ópera, e que deverá avançar no concelho alentejano de Vila Viçosa, anunciou a autarquia que aposta na transformação e adaptação de uma pedreira, situada a escassos quilómetros do centro histórico da vila, numa "verdadeira sala de espetáculos ao ar livre".
O festival lírico, com repertório de ópera, segundo explicou uma fonte da autarquia à agência Lusa, deve arrancar em julho de 2011, “dando corpo a um projeto que figurará como um dos poucos no mundo, e, sem dúvida, como único em Portugal”.

Aqui Jazz

Através da Noite (Sweet and Lowdown, 1999) é um filme de Woody Allen que conta a história da vida de um guitarrista talentoso e desvairado que se move na cena jazzística dos anos trinta americanos. É uma homenagem aos músicos de jazz e especialmente a Django Reinhardt.

Metrólogo

Para ver com maior nitidez pode clicar na foto

Sugestão do C. André.

As censuras de hoje e de ontem II

Habitual pregadora no A Cinco Tons, a Lurdes num comentário que mereceu destaque contou a sua curta passagem pela Rádio Meridional.
Curta é também a memória dos homens. E extremanente selectiva.
Só depois de ler o comentário da Lurdes me ocorreu que em 92 ou 93, não recordo o ano exacto, também trabalhei naquela rádio. E, adivinhem, era director o dito senhor.

No primeiro dia de trabalho, entrei na redacção e avisaram-me que o dito senhor tinha proibido que se fizessem notícias sobre o Lusitano e sobre o PCP. O aviso não veio da boca dele, mas da Luisa Madeira, camarada de redacção (há muito retirada do jornalismo).

Ao contrário da Lurdes, não protelei. À primeira oportunidade corri à antena para falar precisamente... do Lusitano e do PCP. Não houve consequências. Ninguém me disse nada.
No final do mês, do primeiro mês de trabalho na rádio, quando fui levantar o cheque os valores não correspondiam ao acordado no contrato. Fui então avisado que o dito senhor não tinha gostado da minha subversão.

Concluindo rápido e sem os pormenores que a memória não reteve: recebi todo o dinheiro a que tinha direito. Estive na Rádio Meridional dois meses.

Pessoas especiais


Há pessoas especiais. Ao nosso lado.
Algumas famílias e amigos juntaram-se num movimento cívico, de âmbito nacional, organizado em núcleos distritais e concelhios, com o objectivo de promover a realização e inclusão das pessoas especiais.
Évora tem um destes núcleos desde 13 de Fevereiro.
Os pais duma pessoa especial, empenhados na dinamização deste movimento, quiseram deixar aqui o seu testemunho. Trata-se de mostrar o que muitas vezes as dificuldades impelem a esconder.

Como todos os que são pais sabem, cada um dos nossos filhos é único e especial.
A nossa primeira filha, a Inês nasceu a 25 de Abril de 1994, muito bonita, gordinha e com saúde graças a Deus. (…)
A nossa segunda filha, a Sofia nasceu a 16 de Setembro de 2002, também muito desejada, uma gravidez igual à da Inês, (péssima nos primeiros 4 meses).
(…) E começámos tudo de novo, as fraldas, as noites a dar de mamar, as cólicas, … e até aos quatro meses tudo muito parecido, até que começaram as desconfianças, o medo, a angústia de que algo estivesse menos bem com a Sofia!
O pediatra dizia que os bebés não se comparam, mas que na verdade existem padrões considerados normais e fora do normal. A Sofia resvalava para os considerados fora do normal, não adquiria competências no tempo esperado, não pegava na chupeta, nem nos brinquedos, não interagia como os outros bebés! Aos 10 meses não ficava sentada sozinha, algo que a maioria dos bebés já faz aos 4, 5 meses. Era uma complicação para comer, e … começaram as consultas, os exames, alguns com uma espera de resultados de anos... junto com o medo e a angústia veio a revolta! Porquê connosco, porquê a nossa filha? E também a ansiedade... o que se passa, qual a causa, mas será que não há um diagnóstico?!
O pediatra repetia que a única coisa a fazer era estimular, estimular, ... e nós... Ok, nós temos outra, porque é que o que estamos a fazer agora não chega e com a outra chegou? Onde estamos a falhar? E veio a culpa, o desespero, (…)
Quando a Sofia fez 14 meses começou a ter fisioterapia e educadora do ensino especial e passamos a contar com o apoio delas também. (…)
Existem em Portugal muitas crianças, jovens, adultos com desenvolvimento diferente ou fora dos parâmetros ditos normais, pessoas a que alguns chamam deficientes, outros chamam excepcionais, diferentes, … não interessa, são pessoas que precisam de mais, são famílias que precisam de mais, precisam de tudo o que a lei prevê e mais ainda, e essa lei existe, mas não é aplicada!
A solução de um problema deve sempre partir de dentro. (…)
O PAIS-EM-REDE têm como visão construir um mundo onde os deficientes sejam olhados como pessoas em toda a sua plenitude e o papel das suas famílias valorizado. Justificar completamente
Margarida e Manuel Rosário (Évora)"

Um lamento... uma estrada

Talvez já não se lembrem, mas aqui há uns dias podia ler-se e ouvir-se aqui no A Cinco Tons um lamento expresso na rádio a propósito do sinuoso caminho para o Cromeleque dos Almendres.
Nos Sinais da manhã, na TSF, o jornalista Fernando Alves contava a odisseia para, levado por uma placa na estrada, chegar ao maior monumento megalítico da Península.

Depois de assinalado aqui, enviei um link do A Cinco Tons e dos Sinais desse dia para uma série de mails criteriosamente escolhidos.
Embora não me chegasse qualquer resposta, soube, uns dias mais tarde, que um deles teve rápido acolhimento.

Fonte credível contou-me que durante uma discussão acalorada entre uma vereadora da oposição (CDU) na Câmara de Évora e um vereador no poder (PS), a história do Cromeleque e os Sinais aqui publicados vieram à baila a talhe de foice e serviram de exemplo para a inacção camarária.
A coisa foi de tal forma séria que no dia a seguir havia máquinas a arranjar parte da estrada do Cromeleque.

UE: ministro vem à tomada de posse do novo reitor

O Prof. Carlos Braumann, docente do Departamento de Matemática, toma posse, enquanto Reitor eleito, perante o Conselho Geral da Universidade de Évora, em cerimónia pública que se realiza no próximo dia 3 de Março pelas 15horas, na Sala dos Actos da Universidade de Évora. O Prof. José Manuel Caetano, do Departamento de Economia, o Prof. Manuel Cancela d’ Abreu, do Departamento de Zootecnia e a Prof. Hermínia Vilar, do Departamento de História, tomam posse como vice-reitores da Universidade de Évora.
O Reitor cessante, Prof. Jorge Araújo, profere um discurso onde faz uma passagem simbólica de testemunho para o novo Reitor. A cerimónia conta com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Mariano Gago.
O Curriculum Vitae e o programa de candidatura do novo Reitor estão disponíveis aqui.

(fonte UE)

Preso político cubano morre depois de 85 dias em greve de fome



Depois do grande apoio internacional - e ainda bem - que teve Aminatu Haidar por parte da sociedade em geral e da esquerda em particular, agora calam-se como ratos com esta morte de um activista dos direitos humanos que esteve em greve de fome 85 dias?
r.a.
24 Fevereiro, 2010 08:43

Zapata Tamayo morreu esta terça-feira num hospital de Havana, após 85 dias de greve de fome. Trata-se da primeira morte de um prisioneiro político cubano desde os anos 70.
O cubano, que pedia para ser tratado como «prisioneiro de consciência», morreu no hospital Ameijeiras, para onde tinha sido levado na noite de segunda-feira. Segundo testemunhas, estava a receber soro à revelia da vontade que tinha expressado.
Orlando Zapata Tamayo, de 42 anos, começou uma greve de fome a 3 de Dezembro em protesto contra o tratamento recebido na prisão.
Viveu os últimos anos num recorrente entra e sai das prisões cubanas, tendo sido preso pela primeira vez em 2002 por fazer greve de fome em apoio aos prisioneiros do regime castrista.
Foi solto um ano depois, mas passou apenas 13 dias em liberdade sendo novamente preso por fazer parte do grupo dos 75 na conhecida Primavera Negra.
Em 2003, Zapata Tamayo, membro de uma associação cívica ilegalizada pelo governo cubano, foi condenado a 18 anos de prisão por alegada desordem pública.
A mãe, que integra o movimento Damas de Branco, um grupo de mulheres que defendem o "Grupo dos 75" da Primavera Negra, disse não ter feito qualquer preparativo para o enterro do filho, apesar de saber que seria este o desfecho, e avisou que não vai aceitar esta morte anunciada.
A Comissão Cubana dos Direitos do Homem e Reconciliação Nacional, uma organização ilegal mas tolerada pelo regime cubano, considerou que Zapata Tamayo foi assassinado de forma premeditada. (agências)

O homem só ouve aquilo que é verdadeiramente importante

É verdade que as mulheres falam demais.
Perante tal problema, o Criador tornou o ouvido masculino selectivo e das coisas mais maravilhosas que produziu.
Vejamos o seguinte exemplo:

Quando a mulher diz:
“Esta casa está numa desordem, Amor!
Tu e eu precisamos de limpar isto.
As tuas coisas estão espalhadas no chão
Ainda ficas sem roupas para usar se
Não as lavares agora!”

O homem só ouve:
bla, bla, bla, bla, Amor
Tu e eu, bla, bla, bla, bla
bla, bla, bla, bla, no chão
bla, bla, bla, bla, sem roupas bla, bla, bla, bla,
bla, bla, bla, bla, agora!

Portanto, é errado julgar que o homem não ouve o que a mulher diz.
O que acontece é que o homem só ouve aquilo que é verdadeiramente importante.

Recebida por e-mail.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pordata: um site para pôr nos favoritos

www.pordata.pt é um excelente site e demonstra bem a evolução do Estado português. O desempenho é medíocre. Um autêntico monstro sugador de dinheiro público.  

anónimo
23 Fevereiro, 2010 15:44

(O site tem muitos dados e é um excelente instrumento de trabalho, num país onde faltam sempre números e estatísticas. CJ)

Divagação que mete a posição do missionário, Renato Cartésio, Álvaro, o bispo de Beja e os alentejanos


Descartes poderá não ter morrido de pneumonia, como se julgava. Num recente artigo do The Guardian avança-se com a hipótese de ter sido envenenado por um missionário. Não foi o rigoroso Inverno de Estocolmo que o matou, mas sim os rigores do fundamentalismo católico. As teorias cartesianas eram vistas como incompatíveis com a crença na transubstanciação e mais próximas do Calvinismo. A influência do filósofo constituía um obstáculo à conversão da rainha ao catolicismo. Em Suma, toma lá uma hostiazinha com arsénico para aprenderes.

Em suma, há que relativizar a posição do missionário. A este propósito recordo uma história contada no livro “Barulheira”, de um notável artista plástico nascido em Évora, Álvaro Lapa, que exemplifica a “irreverência histórica dos alentejanos perante a estupidez hierárquica católica”:

“No tempo da República (1910-1926) o bispo de Beja foi a uma aldeia. Inquérito in loco à doutrina dos miúdos da Primária. Perguntas da aula, explicado que foi estar Deus em toda a parte:
Al.-“Então quer dizer que Deus está lá na minha casa?”
B.-“Pois está, está em toda a parte, Deus.”
Al.-“E na minha horta, também está?”
B.-“Pois está, na tua horta.”
Al.-“E no meu quintal?”
B.- No teu quintal, também.”
Al.-“E no meu curral, também está?”
B.-“No teu curral também está.”
Al.-“É mentiroso dum cabrão que eu não tenho nenhum curral!”

Saibamos pois gozar os tipos vários de missionários que por aí pululam (que palavra tão engraçada, vou escrevê-la outra vez agora em estilo nabokoviano, pu-lu-lam).

Grande Escolha

O que tem chovido!

 
Foto retirada com a devida vénia de 
Este ano não há motivos para que se proteste pela falta de água. O Alentejo, tantas vezes sedento, parece agora uma região do norte da Europa com ribeiros, riachos e linhas de  água por tudo quanto é sítio. As barragens já deitam para fora e "os abismos" devem estar já com a sua conta de água bem medida. O vento forte também não tem faltado e ontem uma espécie de tornado derrubou cerca de 300 azinheiras centenárias, em duas herdades nas zonas de Nisa e Crato. “Foi tudo muito de repente. O barulho do vento parecia helicópteros a passar”, disse à agência Lusa, o proprietário, António Luz, ao descrever o rasto de destruição. A força do vento, segundo o agricultor, projetou as chapas do telhado de um casão “a mais de um quilómetro de distância”.
Já esta terça-feira em Monte do Trigo (Portel), um homem de 41, que estava num olival foi morto por um raio. “Outras pessoas que estavam a trabalhar no mesmo olival", situado no Monte dos Hospitais, "é que avisaram os bombeiros”, disse uma fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro à agência Lusa. O homem, “andava a limpar oliveiras”, tendo-se protegido “da chuva e da trovoada por baixo de uma das árvores", sendo então que "foi atingido por um raio, que lhe provocou a morte”, revelou o CDOS de Évora.

A Mulher de Malangatana

A mulher moderna "embora mais esclarecida e mais dinâmica fora do lar, começa a desagradar ao homem, pois a sua capacidade de gestão começa a criar complexos ao mesmo A chamada de atenção, é de Malangatana, o pintor-poeta moçambicano que tem uma retrospectiva de “50 anos de pintura” em exposição no Palácio D. Manuel. Para ver até 11 de Março.

A mulher assume papel central na obra deste artista” sublinha a professora Maria de Deus Manso num texto, em que Malangatana afirma o que muitos não têm coragem: “não estou desiludido com a mulher com quem casei. Ela é superior a mim". Por isso dividiu a recente distinção da Universidade de Évora com a companheira de há mais de 53 anos, a mulher Gelita Mhangwan.

As censuras de ontem e as de hoje

Esta coisa da censura não é nova e todos os poderes a tentam fazer!
Corria o ano de 92, trabalhava eu na então Rádio Meridional (Évora) como locutora de continuidade. O director de estação - era o empresário João Assis -  emitiu uma ordem de serviço no início do ano em que proibia a passagem de uma série de cantores, Zeca, Vitorino, Sérgio Godinho, Adriano e por ai ia.
Lá fomos cumprindo a ordem de serviço, contrariados mais uns que outros. Chegada a proximidade do 25 de Abril, eu e a minha equipa ficámos com um problema em mãos...como comemorar esta data emblemática sem aqueles cantores?
Impossível!
Tomámos então a decisão de desrespeitar a ordem absurda. E, claro, nessa noite cantaram todos!
No dia seguinte quando chegámos à rádio a ordem era não podermos entrar no estúdio ou fazer o programa. Ficámos por lá durante 4 meses a cumprir horário, sem nos darem nada para fazer. Jogávamos às cartas, foi um escândalo, saiu nos jornais nacionais e ao fim desse tempo a ordem de serviço foi anulada e nós voltámos ao trabalho!
O Governo era do PSD, assim como os nossos directores.
O tema não era tão grave como o dos nossos dias, mas o método é o mesmo!
 
Lurdes
20 Fevereiro, 2010 01:45

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A entrevista de MST a Sócrates


Fica aqui o desafio: o que é que cada um achou da entrevista?  Sócrates deu os esclarecimentos necessários? As questões ficaram mais claras? Como é que MST conduziu a entrevista? Foi uma boa entrevista ou limitou-se a um branqueamento daquilo que tem vindo a público sobre a actuação do primeiro-ministro e dos "seus amigos" relativamente à comunicação social?
Eu não vi toda a entrevista, mas pareceu-me que MST colocou algumas questões importantes e que Sócrates admitiu, pela primeira vez, que outros tenham utilizado abusivamente o seu nome, seguindo a mesma estratégia que usou relativamente ao caso Freeport. Só que me parece que este "Face Oculta" "fia mais fino" e que ninguém pode dar de barato o facto dos magistrados de Aveiro (procurador e juíz) terem entendido que havia nas escutas indícios de "corrupção do Estado de Direito Democrático". Pelo que ouvi as explicações de Sócrates ficaram aquém do que seria necessário, sobretudo quando em causa estão pessoas que lhe são tão próximas e, sobretudo, nomeadas pelo seu governo: Armando Vara, Marcos Perestrello ou mesmo Rui Pedro Soares, o agora famoso ex-administrador da PT. E dizer que ninguém o trata por chefe e que, por isso, não era a ele que os "escutados" se referiam é um bocado pobre como defesa. Não será?

Deputados no Reino Unido e em Portugal

Não é de estranhar, mas é interessante saber...como tudo é diferente...!
Os deputados do Reino Unido, na "Mãe dos Parlamentos",
1 . não têm lugar certo, onde sentar-se, na Câmara dos Comuns;
2.não têm escritórios, nem secretários, nem automóveis;
3 . não têm residência (pagam pela sua casa em Londres ou nas províncias);
detalhe: e pagam, por todas as suas despesas, normalmente, como todo e qualquer trabalhador;
4 . não têm passagens de avião gratuitas, salvo quando ao serviço do próprio Parlamento.
E o seu salário equipara-se ao de um Chefe de Secção de qualquer repartição pública.
Em suma, são SERVIDORES DO POVO e não PARASITAS do mesmo.
A propósito, sabiam que, em Portugal, os funcionários não deputados que trabalham na Assembleia têm um subsidio equivalente a 80 % do seu vencimento? Isto é, se cá fora ganhasse 1000,00 Euros lá dentro ganharia 1800,00 Euros. Porquê? Profissão de desgaste rápido? E por que é que os jornais não falam disto?
Porque têm medo?
Ou não podem?

Anónimo
22 Fevereiro, 2010 15:52

Évora: Lusitano sem patrocinador oficial

O jornal "RECORD", na sua edição de sexta-feira, assinala o fim do acordo de patrocínio da Delta Cafés com o Lusitano, adiantando que o mesmo vive uma grave crise financeira. Onde estão as centenas de milhares de euros da alienação do Campo Estrela?
Anónimo
22 Fevereiro, 2010 16:41
(Ver declarações do presidente do Lusitano sobre o fim do contrato com a Delta e a péssima situação financeira do clube AQUI)

Um fenómeno

Feira de São João (Évora): está na mão da Câmara evitar a maledicência

Faltam já só 4 meses para a nossa Feira de S. João.
Faltam exactamente 4 meses e uma semana para o dia de S. Pedro
E faltam exactamente 4 meses 1 semana e 3 dias para se começar a falar mal da Feira de S. João.
Está na mão da Câmara evitar essa maledicência.
Como???
Muito fácil.
Evitar explorar os feirantes com taxas de valor absurdo. Afinal a feira de Évora tem a designação de “feira franca”.
Evitar favorecer os do partido na atribuição de lugares nas tasquinhas.
Ordenar o terreno de forma a evitar buracos sem ninguém, embora esses buracos sejam o efeito das taxas absurdas com que a Câmara quer engordar. Imagine-se que um homem com um fogareiro na frente, assando polvo, paga € 25,00 diários. Por isso no ano transacto não se viram vendedores de polvo assado.
Evitar espectáculos na arena. Os espectáculos sempre foram no jardim e grátis, até no dia da tourada de S. Pedro há espectáculo e na Arena não pode haver por causa da dita tourada. Não precisam de trazer os Pink Floyd. Há muito artista de renome que leva barato. Faça-se espectáculos na arena pagos mas para quem queira ver artistas caros. Qualquer Aldeia ao redor de Évora leva grandes artistas nas suas festas, Évora pelo contrário parece que anda à procura daqueles que ninguém vai ver. Basta olhar o volume de assistência nestes últimos 2 Anos……..
Para quê colocar o circo longe da feira????? Para ninguém lá ir???? Lembro-me que teve alturas que cabiam TRÊS circos no recinto e o resto da feira toda e ninguém se queixava de andar apertado.
Há muita coisa que pode ser melhorada para fazer desta feira uma feira que nos honre.
Continue-se a usar o jardim como extensão da feira. Era uma medida acertada.
Cá por mim, estarei aqui no dia 2 de Julho para dizer que a Feira de S. João continua uma merda. Embora preferisse vir aqui dar os parabéns ao presidente da Câmara por ter, este ano, resolvido colocar, de novo, a Feira de S. João no TOPO das feiras de Portugal.

Vitor Alves
22 Fevereiro, 2010 12:27

Serpa: Francisco Louçã na VOL

 Francisco Louçã (professor universitário e coordenador do Bloco de Esquerda) e José Castro Caldas (investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra) apresentam na próxima  segunda-feira, dia 1 de Março, pelas 21H30, no Espaço VOL, em Serpa, a recentíssima obra ECONOMIA(S). Trata-se de um livro destinado não apenas aos que estudam nos primeiros anos do ensino superior, mas também aos que simplesmente querem saber como funcionam as economias modernas e quais são as teorias e os modelos que as tentam explicar. Convida o leitor a pensar e a formar a sua opinião, a ler os principais autores da ciência económica, a conhecer os seus debates e teorias, a olhar para a realidade e para os números e a treinar-se nos principais instrumentos da economia.
Na mesma ocasião é inaugurada na Galeria do Espaço VOL uma exposição de pinturas do artista bejense António Caturra, intitulada A Luxúria da Cor, autor que, por fim, se juntará ao colectivo Restolhice para uma sessão de música popular alentejana. 

(informação VOL)

Magalhães era político?


As discussões sobre o Magalhães (computador oficial para os estudantes Portugueses) foram mais que muitas, aquando da sua apresentação.
Sobre perdas e ganhos pedagógicos. Sobre ganhos e perdas dos contribuintes. Sobre perdas e ganhos eleitorais, entre outras.
Neste último capítulo, afigurou-se-me despudorado o anúncio de que, se o PS ganhasse as eleições, haveria Magalhães para os meninos que ainda não os tinham e que, se não ganhasse, não se sabia.
Mas o PS ganhou as eleições e parece que o Magalhães era mesmo político e que entrou de férias até às próximas eleições.
As meninas e os meninos, mais pequenos e maiores, que os não tinham, continuam à espera. Sem data marcada. Porque dizer que o Magalhães regressará nas vésperas das próximas eleições é um bocado demais. Eu, optimista, aposto que antes das próximas eleições devem chegar. Ou alguém explicará.
É por estas e por muitas outras que as eleições não são só uma maçada, um gasto enorme de dinheiros públicos, etc. São também uma alavanca de vontades e dinâmicas.
Vai daí, uma das soluções pode ser implementar eleições todos os anos. Para tanto, basta reduzir a duração dos mandatos. O ritmo das decisões, da concretização e da explicação passaria a ser outro. E Portugal também.

Sócrates esta noite na SIC: entrevista ou monólogo de desagravo?

Hoje estreia na SIC um novo espaço de entrevistas apresentado por Miguel Sousa Tavares. O primeiro convidado é, nada mais nada menos, que o primeiro-ministro José Sócrates. Estou curioso para ver a orientação da conversa: se é uma entrevista jornalística para obter algumas respostas, ou se MST se presta ao papel de "moderador" de um monólogo de desagravo.

GUGAS
22 Fevereiro, 2010 10:31

Luis Buñuel nasceu há 110 anos





Beja: colóquio sobre os 100 anos da República

Realiza-se esta noite em Beja um colóquio sobre "O Centenário da República - 1910-2010" com a participação de  Florival Baiôa Monteiro - "Beja no Tempo da República";  Manuel Baiôa - "A 1.ª República e a Construção da Democracia em Portugal" e Mendo Castro Henriques - "Monarquia Democrática". O colóquio é organizado pelo Agrupamento de Escolas n.º 1 de Beja (EBI de Santa Maria) e tem lugar pelas 21H no auditório da Biblioteca Municipal de Beja - José Saramago.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Homens que conheci: Adriano Botelho, Artur Modesto e Jaime Rebelo

Jaime Rebelo
Logo a seguir ao 25 de Abril tive o privilégio de conhecer e conviver com alguns militantes anarquistas e anarco-sindicalistas, sobreviventes ainda da antiga Confederação Geral do Trabalho ou das Juventudes Sindicalistas. A maioria andava já na casa dos 70 anos, muitos tinham passado pelo Tarrafal, outros estiveram anos e anos na clandestinidade. De alguns já aqui aflorei a sua integridade. Hoje recordo três outros. Três anarquistas de velha cepa.  Cada qual um ser singular e qualquer deles valendo muito mais do que qualquer comissão central de qualquer partido ou grupozito.
Adriano Botelho, quando o conheci, teria já 80 anos. De uma ternura comovente, nos anos do fascismo, isolado dos companheiros, copiava numa letra miúda textos anarquistas e ia-os espalhando pelos autocarros  e pelos eléctricos da Carris em Lisboa. Era a sua maneira, com os meios que tinha, de fazer propaganda. Editou, julgo que já em 1975, um pequeno folheto com o essencial das suas ideias. 
Artur Modesto, era um antigo sapateiro de Beja, militante das Juventudes Sindicalistas. Por eu ter chegado também a Lisboa, naquele ano de 1974, vindo de Beja, ligaram-nos laços especiais de amizade. Artur Modesto era um revolucionário a sério - mas de um pacifismo a toda a prova. Humanista, autodidacta, chegou a ser secretário particular de António Sérgio e, com ele, partilhava uma especial afeição pelo cooperativismo. Disse-me que o Despertar de Beja foi no seu início constituído por jovens anarco-sindicalistas que adoptaram o nome do jornal das Juventudes Sindicalistas - O Despertar -  para sigla do clube.
Para último deixo Jaime Rebelo. Um homem seco e rijo. Quando o conheci em 1974 ainda tinha problemas de fala. Esteve nas lutas dos pescadores de Setúbal, depois na Revolução Espanhola, integrando as fileiras da CNT. Preso nos anos 30 pela polícia política, tinha cortado a língua, recusando-se a responder às perguntas que lhe colocavam. Jaime Cortesão soube da história e escreveu um poema em sua homenagem, que circulou clandestino, de mão em mão, e que acabou por ser publicado anos depois no Avante:  O Romance do Homem da Boca Fechada.
Gente que hoje fazia falta por cá, neste angustiante deserto de ideias e de altivez de atitudes, que é a sociedade portuguesa.

Beja: por falta de apoios este ano não há ANIMATU

A edição de 2010 do Animatu – Festival Internacional de Cinema de Animação Digital - que se realiza em Beja, desde 2004, não se vai realizar devido à falta de apoios oficiais, anunciou a Organização.
Em nota de imprensa, os responsáveis pelo Festival referem que "o parco orçamento disponível ao longo dos anos, sempre insuficiente para a realização de um evento desta natureza, levou a uma ruptura financeira que torna inviável continuar a sua realização sem comprometer a qualidade já atingida por este festival".
"Só com enorme esforço pessoal de quem organiza o Animatu foi possível realizar a tarefa árdua de produzir anualmente um festival de média dimensão, que tem crescido ano após ano, com maior visibilidade dos media quer nacionais, quer internacionais, e recebido críticas favoráveis à qualidade dos filmes, actividades, organização…", escreve o director do Festival, Marco Taylor, acrescentando que "no Alentejo, para além do Animatu, apenas existem outros dois festivais internacionais de cinema!! e, sendo este um dos três festivais portugueses dedicados apenas ao Cinema de Animação e o único direccionado exclusivamente para o digital"
Os organizadores dizem que tudo farão "para encontrar soluções e voltar em 2011".

sábado, 20 de fevereiro de 2010

José Catalino, responsável do PCP/Alentejo, abandona funções

Madeira: o que é da Natureza e o que é da mão do homem





Os últimos números apontam para mais de 32 mortos devido ao mau tempo na Madeira. Mas este número pode ainda aumentar. As responsabilidades das autoridades locais podem ser muitas ou poucas, não sei. Apenas sei que perante a inclemência dos elementos a acção do homem pode aumentar ou limitar os seus danos. Mas não vem isso agora o caso. O importante é que ainda há populações isoladas e o número de mortos e de feridos é ainda uma incógnita. 
Nós sabemos, no Alentejo, o que é uma situação destas, de catástrofe, devido à chuva. E tivemos já, há pouco mais de uma década, a nossa conta de desolação e de destruição devido à água que durante algumas horas caiu com intensidade, sobretudo no  Baixo Alentejo. Na noite de 5 de Novembro de 1997 morreram doze pessoas, dezenas feridas e houve centenas de desalojados em consequência de um forte temporal que assolou os concelhos de Beja, Mértola, Aljustrel, Ourique, Castro Verde e Odemira, no distrito de Beja, e Mourão, no distrito de Évora. Por isso sabemos, por experiência, que se a água é fonte de vida pode ser também terrível quando cai em excesso e em zonas que a mão do homem transformou, impedindo o livre escoamento das águas.

As pantufas de Boliqueime

O silêncio esfíngico de Cavaco Silva é tonitruante.
Salvou-se sem grandes custos, das suas escutas, daquelas que levaram à saída de José Manuel Fernandes do "Público" e à deslocalização do seu homem de confiança; as tais escutas levadas a cabo pelo SIS e que afinal das contas não existiram, mas que mesmo assim puseram em causa a segurança da presidência e por arrastamento do Estado, da democracia, quiçá do próprio Ocidente, as tais escutas que se arrastaram por meses a fio nos gabinetes de Belém e que por mero acaso foram divulgadas pouco antes das legislativas.
Estão lembrados?
Bom essas escutas pelos vistos já eram.
Agora são as escutas do processo "Face Oculta". O mesmo processo que até agora tem como único detido a aguardar julgamento, Manuel Godinho o sucateiro de Ovar, estão recordados?
A tentativa de controlo da comunicação social por parte da rosa, pelos vistos saiu furada, já que aquilo a que temos assistido é a uma despudorada campanha de assassinato político de um moribundo.
Não faço elogios a Sócrates, o homem incomoda-me profundamente, não confio nele, não o quero por Primeiro-Ministro.
Só que a dissimulação, o taticismo egoísta; sim porque não acredito na bondade das intenções de Crespo, de Fernandes, de Felícia Cabrita, dos manifestantes pela liberdade de expressão e de todos que sob a capa de uma luta justa, não fazem mais do que achincalhar na praça pública a dignidade dos seus alvos, me causa profunda apreensão.
Porque hei-de eu acreditar neles e nas suas alegadas e truncadas escutas?
Porque não dar crédito ao PGR? Ao Presidente do STJ?
Que Sócrates leva o país à ruína?
Pois sim, mas entretanto, convenientemente, espera-se pelo PEC, espera-se pela aprovação do Orçamento, espera-se que o Dr Rangel, Homem em quem deposito a minha total desconfiança, ganhe para o seu mentor as eleições do PSD, (se bem que ache que isso não vai acontecer) para nos idos de Junho se dar a facada final no nosso Cesarete Socrático, já cambaleante quase inanimado das pantufadas de Boliqueime.
Posso estar enganado, mas não me parece.

M. Sampaio
20 Fevereiro, 2010 19:26

Cabeça de homem enredada no voo de uma mosca não euclidiana, de Max Ernst


Há obsessões para tudo

 

Na Comissão Parlamentar de Ética, Mário Crespo, mostrou a tshirt com que dorme e onde se podia ler, "Eu ainda não fui processado pelo Sócrates".

Se tentar controlar a comunicação social através de “boys” colocados em empresas por um Primeiro-ministro é grave e lhe retira toda legitimidade de governar num estado democrático, também a isenção e objectividade de quem leva a paranóia e a obsessão para a cama, estampados numa tshirt, fica comprometida. Especialmente se a andar a mostrar na Comissão Parlamentar de Ética.

(texto e fotomontagem roubados do excelente wehavekaosinthegarden.blogspot.com)