domingo, 19 de fevereiro de 2017

Morreu Joaquim Soares



Actualização: o corpo de Joaquim Soares estará na Igreja de São Tiago, em Évora, a partir das 15 horas e será cremado esta segunda feira, às 11 horas em Elvas.

Morreu hoje Joaquim Soares, o homem forte do Grupo "Cantares de Évora". Homem de cultura, intimamente ligado ao cante alentejano, era também um homem bom, amante do Alentejo e dos seus costumes e tradições. Presidiu à MODA, associação de cante alentejano, foi presidente da Junta de Freguesia da Sé (Évora) e, durante um mandato, vereador da CDU, então na oposição, na Câmara de Évora. Natural de Beja, embora a viver em Évora há várias décadas, Joaquim Soares tinha 72 anos e estava doente já há algum tempo.
À familia enlutada o "acincotons" apresenta os seus mais sinceros votos de pesar e a mais sentida homenagem..

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

DE BURACO EM BURACO

No domingo passado quando me deslocava de carro entre a rotunda que dá acesso à estrada de Redondo e a outra que vai no sentido da “rampa” que, permite o acesso ao seminário, na avenida da Universidade, deparei-me com um buraco na estrada, na faixa de rodagem da direita. Para além do perigo que, um buraco, com cerca de 1 metro de diâmetro representa para quem aí circula, é absolutamente incompreensível o mesmo não estar sinalizado.
As estradas municipais, como é o caso da Av. da Universidade, são da jurisdição camarária. Por isso, cabe à Câmara Municipal cuidar do estado de conservação de todas as estradas municipais. Infelizmente são inúmeras as estradas do concelho de Évora que necessitam de intervenção, ao nível da manutenção e da reparação. Por serem muitas as estradas nestas condições, permito-me das não enumerar.
Com efeito, poderá a Camara Municipal invocar que não tem verbas para acudir às necessidades de manutenção do traçado rodoviário municipal. Mas uma coisa é certa, não é preciso verbas adicionais para que o departamento que gere as estradas municipais, pelo menos, esteja informado, no dia-a-dia, das ocorrências verificadas nessa rede viária.
Na verdade, e, voltando ao buraco que referi no inicio desta crónica, de duas, uma: ou os funcionários do departamento de trânsito da Câmara Municipal não estavam informados e, deviam, ou, então, fizeram de conta que não sabiam. Eu não quero acreditar que seja verdadeira esta última premissa.
Ora, automobilistas, motociclista e ciclistas o que pretendem é que as estradas estejam em condições que permitam uma circulação segura, por isso, se a Câmara ainda não teve oportunidade de proceder à reparação do buraco em questão, pelo menos, o mesmo devia estar sinalizado. E, para isso, bastava darem indicações aos funcionários para o fazerem. Se o fizessem, tantos os habitantes, como todos aqueles que circulam, diariamente, nas estradas municipais do concelho de Évora, estou em crer que agradeceriam.

José Policarpo (crónica na radio diana)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

DEMOLIDORAS

Assistimos na semana passada a várias cenas de televisão com demolições de um bairro clandestino de barracas no concelho da Amadora. Houve o caos óbvio, houve os espectadores participantes, houve as vítimas resignadas, houve as vítimas a choramingar por causa de outros que um dia poderão ser eles próprios. Houve relatos na primeira pessoa, houve diz-que-disse. E houve um pequeno coro de deputados da Assembleia da República que foram carpir aos microfones e câmaras da televisão.
Não é minha intenção subestimar a pobreza que se espelha nestes exemplos de pessoas que continuam a viver em condições sub-humanas. Não é minha intenção afirmar que, por magia, se resolvem agora problemas de décadas sobre a habitação social. Não é minha intenção isolar este problema da habitação dos outros problemas a ela associados, como o desemprego, a desestruturação de redes familiares e sociais, os comportamentos de risco, o descuidar da saúde. Não é minha intenção dizer que não se deva dar a conhecer aos telespectadores as realidades duras em que vivem sectores da sociedade, reflectindo uma inesgotável fonte de miséria desde há séculos, e que parecem ainda mais chocantes quando o caminho do progresso social até tem levado a que muitos destes ciclos de segregação social se tenha quebrado. Estas vidas são elas mesmo demolidoras da imagem de uma sociedade tão evoluída em tantas outras áreas.
Falo de toda uma cultura, como modo de estar, pensar e agir, que não escolhe sectores da sociedade para um “deixa andar”. Com a quantidade de associações, ONG, instituições que reúnem enormes esforços solidários em todos os concelhos e muitas freguesias, falo de uma cultura que aceita a miséria como uma inevitabilidade, a que a vitimização, própria ou também ela à sua maneira solidária, nada ajuda e que parece não levar a recorrer ao que está disponível, numa inércia incompreensível e que nos desperta sempre a desconfiança da ilegalidade e do crime, tantas vezes injustamente.
Falo de uma forma de fazer comunicação social que não procura o suficiente para nos dar a nós espectadores a informação de que se dizem especialistas. Ao ver aquelas imagens perguntava-me quando teria sido decidida a demolição, com que medidas adicionais, para além da natural e louvável acção de erradicar estas barracas a que alguns continuam a chamar casas, qual teria sido a posição de todos os vereadores sobre este assunto, o que constaria dos relatórios técnicos que levaram a esta decisão política… Bem sei que nem todas as Câmaras Municipais fazem rimar as formas de comunicar com a transparência a que estão obrigadas, mas estes assuntos constam normalmente de uma agenda pública e são discutidos e decididos em reuniões públicas. Demolidor da informação cabal, este tipo de tratamento noticioso.
Mas falo também de uma forma de fazer política que leva deputados da Assembleia da República a ultrapassar os eleitos locais, alguns até da mesma cor política imagino, protagonizando o dito coro de lamúrias e lembrando outra espécie de atitude, pertencendo ao tipo dos abutres que ficam à espera que uns matem, outros esfolem e eles tirem o seu proveito. É o tipo de maneira de fazer política só ultrapassada, na escala do bem-fazer-ao-mal-comum, à política do boato, essa sem dar cara nem voz e, só por isso, mais difícil de desmascarar. Mas que as há, há! E são demolidoras do que é Política a sério.
Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Elsa Teigão vai ser a candidata do PS à Câmara de Évora


Apresentação oficial vai ser feita hoje às 12,30h (aqui).

Segundo a Rádio Campanário, "Elsa Teigão é o nome escolhido pelo Partido Socialista, para encabeçar a lista candidata à Câmara Municipal de Évora.
O PS tenta assim com Elsa Teigão, voltar a conquistar a câmara da capital do Alentejo Central.
Elsa Teigão foi entre 1996 e 1998 responsável pela área da educação no Projeto Integrado de Luta Contra a Pobreza do Concelho do Alandroal.
Foi coordenadora do gabinete de Programas e Associativismos do IPJ entre 1998 e 2003, sendo que de 2007 a 2012 foi Chefe de equipa de Apoio à Modernização e Desenvolvimento Educativo no Ministério da Educação, no mesmo período esteve ainda na Coordenação do Plano Tecnológico da Educação da Região Alentejo.
A candidata é militante do PS hà cerca de sete anos e faz parte da Comissão Politica Nacional." aqui

Notícia da radio diana: aqui

CONFLUÊNCIAS SEM SAÍDA

No passado dia 9 de Fevereiro decorreu em Campo Maior a cerimónia de assinatura dos termos de aceitação de vários projectos no âmbito do Alentejo 2020. Estava na expectativa de ver a Câmara Municipal de Évora presente a assinar o termo de aceitação do projecto “Confluências”, mas a verdade é que não esteve. Não esteve porque o projecto foi recusado.
Para os ouvintes e leitores mais desatentos irei recuar 5 meses. Em Setembro de 2016, a Câmara Municipal de Évora anunciava com pompa e circunstância, através do Vereador da Cultura, que o município havia feito uma candidatura ao Programa Operacional Alentejo 2020 intitulado “Confluências”. O projecto resultava do encontro com 10 agentes culturais que reescreveram, em conjunto com o município, a lógica de 10 eventos âncora do território (de que são exemplo a BIME ou a Escrita na Paisagem).
Na altura critiquei a escolha a dedo de alguns agentes culturais em detrimento de outros. Mais uma vez a Câmara foi pouco transparente na escolha e, provavelmente, a existência de um Plano Estratégico para a Cultura construído de forma aberta e colectiva, tivesse ajudado, mas essa promessa central da campanha CDU não viu a luz do dia passados quase quatro anos. Na altura, vários cidadãos e cidadãs alertaram, também, para o facto de não fazer qualquer sentido a Câmara apostar num projecto cultural a uma linha de financiamento que era clara: só seriam financiados projectos inovadores que apostassem na criação de novos públicos, e nunca projectos já existentes. Ainda assim, o executivo municipal dizia esperar a aprovação do projecto “Confluências” no início do Outono. Estamos em Fevereiro de 2017 e depreendemos que tal projecto foi recusado. Há 5 meses atrás serviu para fazer notícias, vídeos e afins. Tenho pena que não tenham sido tão céleres na prestação de contas aos munícipes como o foram na propaganda.
Mas já que não vê os seus projectos aprovados, o executivo municipal não hesita em fazer passar por seus projectos de outras entidades. Não acredita? Basta ver o título do comunicado da última reunião pública da Câmara: “Câmara de Évora com duas candidaturas na área da Cultura aprovadas”. Não, não se tratam de candidaturas da Câmara Municipal de Évora, mas sim da Entidade Regional de Turismo que envolvem vários municípios, entre os quais o de Évora.
O projecto “Confluências” não foi aprovado, mas ainda vão a tempo de confluir para uma maior transparência e seriedade.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na radio diana)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"É neste país" festeja sétimo aniversário este sábado


É Neste País há 7 anos!
Sábado . 11 de Fevereiro de 2017

11:30 Com quantos pontos se conta um conto?
Com Mafalda Milhões

15:30 Workshop de ilustração
com Renata Bueno
Inscrições até dia 10 de Fevereiro

18:00 Apresentação do livro
"O que se passa por lá?"
de Antonieta Félix, Alexandra Charrua e Cristina Ardisson

20:00 Jantar aniversário
Inscrições até dia 10 de Fevereiro

22:00 Música com
Nuno do Ó e Antonio Bexiga

Para inscrições e mais informações:
É Neste País - Associação Cultural
Rua da Corredoura 8 . Évora
e-mail: nestepais@gmail.com

Hoje às 22h no Armazém 8


DA desta semana


A PRECARIEDADE, UM CAMINHO FEITO DE CEDÊNCIAS

A precariedade nas relações laborais foi colocada na ordem do dia. Como podemos considerar que foi colocado na ordem do dia algo que faz parte do dia-a-dia de milhares de trabalhadores, ao ponto de ser considerado “normal” por toda a gente?
Lembremo-nos de como se tornou um lugar-comum a afirmação de que o “emprego para vida” já não fazia sentido e de como muitos abanaram as orelhas em sinal de concordância?
Lembremo-nos de como a ideia de “carreira profissional” foi ridicularizada, contrapondo-se o conceito de “projecto”, coisa muito mais moderna, como se sabe.
Lembremo-nos de como era fixe utilizar o termo “outsourcing”, para falar de substituição de trabalhadores com contrato sem termo, por empresas que contratavam de forma precária, mal paga e sem direitos, trabalhadores para a mesma função.
Lembremo-nos de quando passou a ser normal as empresas e instituições públicas contratarem trabalhadores para funções permanentes, em regime de subordinação hierárquica, com horário de trabalho, através de contratos de prestação de serviços (os famosos recibos verdes) mandando às malvas os conceitos jurídicos inerentes aos dois tipos de relação contratual.
Lembremo-nos de quando foi permitida a instalação de empresas de trabalho temporário, que alugam mão-de-obra a empresas do sector dos seguros e das telecomunicações, cobrando a estas o dobro do que pagam aos seus trabalhadores, que mantêm presos a contratos mensais, nalguns casos durante anos.
Lembremo-nos de quando os governos instituíram as figuras dos contratos de emprego e inserção, dos estágios profissionais e de outros mecanismos que proporcionam às instituições públicas mão-de-obra barata, que se vai sucedendo na execução de tarefas permanentes.
Lembremo-nos do impedimento de contratação para a administração local, empurrando as autarquias para a utilização da precariedade laboral como única forma de suprir as necessidades de mão-de-obra e que muitos aplaudiram como forma de “emagrecer” o Estado.
Ainda se lembram que tudo começou com aquela modernice de que o emprego para a vida já não fazia sentido?
Foram décadas de desvalorização do trabalho e dos trabalhadores, de diminuição de rendimentos, de perda de direitos e normalização da intensificação da exploração, que passaram, muitas vezes, pela estratégia de colocar trabalhadores em regime de precariedade contra trabalhadores com alguma estabilidade laboral.
Quantas vezes ouvimos o argumento de que a facilidade de despedimento ou, eufemisticamente, a flexibilidade da legislação laboral, era o caminho para garantir o emprego aos mais novos, segundo princípio de que o melhor é despedir os pais e contratar os filhos por metade do preço e, já agora, presos pela linha frágil da precariedade?
Ontem, no debate na Assembleia da República, muitos dos que contribuíram para aqui chegarmos pareciam um coro de anjinhos preocupados com as relações laborais precárias e o efeito que tal pode ter no futuro do país, mas a história do trabalho precário tem protagonistas, desde a proliferação dos contratos a prazo, fora do então quadro legal, nos anos oitenta, até aos eternos estagiários de hoje.
A exigência de hoje é igual à exigência dos tempos em que nos começaram a convencer que essa coisa do “emprego para a vida” era um conceito vetusto e sem sentido: a cada posto de trabalho permanente, um contrato de trabalho efectivo.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na radio diana)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

SÍNDROME DO SACO-DE-PLÁSTICO

Todos sabemos já que o plástico é uma substância que resulta do progresso tecnológico. Também sabemos que a tecnologia, graças à investigação científica e à inteligência humana, tende a evoluir e a aperfeiçoar os seus produtos. Por isto é necessário esclarecer desde já que o tema desta crónica, ao falar de plástico e sacos-de-plásticos tem o seu quê de regresso ao passado. É que o que digo refere-se ao tempo em que pululavam aqueles sacos-plásticos barulhentos, tanto mais barulhentos quanto mais espesso era o plástico, o que se por um lado lhes reforçava a resistência, já que os fininhos dificilmente chegavam do supermercado a casa inteiros, por outro lado feriam como lâminas as mãos de quem os transportava.
Importa também esclarecer que se define síndrome como um conjunto de manifestações ou condições clínicas de uma ou várias doenças. Uma síndrome pode, por isso, revelar vários problemas e não apenas um específico a quem dela padeça. Também me parece que a investigação e terapêutica das síndromes são cada vez mais, o que também faz, felizmente, com que muitas delas passem despercebidas ao olhar comum nas sociedades saudavelmente diversas e integradoras.
Mas a síndrome de que falo hoje é de sentido mais figurado do que a do campo da medicina, e refere-se a sintomas ou sinais de comportamentos em sociedade, o que pode ser interessante ter em conta quando nos interessamos por questões de Cidadania ou Política, dois níveis de uma mesma matéria. Neste sentido figurado, a síndrome surge como uma situação crítica e causadora de receio ou insegurança. Infelizmente, mais do que episódios agudos, há síndromes destas que parecem tornar-se cada vez mais crónicas.
Ora a principal característica desta que chamo “síndrome do saco-de-plástico” manifesta-se em seres humanos que, numa definição curta e bastante grosseira mas também certeira, fazem muito barulho mas não prestam para nada. De acrescentar que o muito barulho pode estender-se para lá do mundo dos decibéis e resultar em marcas físicas mais evidentes da violência. Podemos falar de bullies, de fanfarrões, de provocadores, o que até acaba por ser um diagnóstico muito mais rotulador do que a ligeira classificação de sofrer da “síndrome do saco-de-plástico”.
De qualquer modo, fica o alerta para o caso de o caro ouvinte/leitor se cruzar com quem pretende mudar e melhorar o mundo, ou pelo menos aquele mundo em que vive, e o que até é muito de louvar, mas o faz esbracejando e gritando muito, prometendo alterações profundas, que normalmente não explica de forma cabal como, caso estivesse nas suas mãos mudar o estado das coisas. Parece-se muito e só aparentemente com uma cidadania activa, mas é apenas uma táctica para convencer todos de que se irá continuar a caminho do caos se não forem elas ou eles próprios a tomar conta da situação. O problema é que, vai-se a ver, quando passam para o lado de meter mãos-à-obra esse vento de mudança sai do saco de fininho e deixa tudo na mesma, se não for pior.
Curiosamente, a língua inglesa tem no seu ousado e rude dicionário de calão urbano uma expressão que talvez se possa aplicar a casos muito graves de quem demonstra ter certos sinais desta síndrome, e que também usa o saco como metáfora. São os chamados douchebag, que eu não vou traduzir mas que os interessados encontrarão se procurarem num qualquer motor de busca da Internet, está bem? Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na rádio diana)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

SALVAR O MUSEU DE ÉVORA

As transferências de competências do Estado para as autarquias locais nos últimos anos, sem alocação de meios e recursos, têm-se revelado, em muitos casos, um atentado à autonomia do poder local, porque as autarquias se veem estranguladas com competências que não deveriam ser suas tornando-se incapazes de prestar respostas eficazes e úteis aos cidadãos, ao mesmo tempo que revelam uma profunda desresponsabilização do Estado.
Gostaria que ficasse claro que considero que as autarquias desempenham um papel fundamental na nossa democracia, e que deverão ser estas a decidir sobre os destinos dos seus territórios em conjunto com as populações, mas a transferências de competências de sectores públicos nacionais desvirtuam o propósito para o qual as autarquias existem e colocam à mercê da política de cada Concelho aquilo que deve ser de domínio público nacional.
A mais recente transferência de competências enviada pelo Governo transfere para os órgãos municipais a gestão e conservação de museus não classificados como museus nacionais. É o caso do Museu de Évora que passa assim a poder ser gerido pela Câmara Municipal de Évora. Tal facto, desvirtua totalmente o propósito do Museu e desvaloriza a sua riqueza. Um Museu que inclui coleções patrimoniais representativas de várias partes do território nacional que, apesar de não classificado como museu nacional, não é, de todo, apenas representativo do nosso concelho. Porque deverá ser a autarquia do Concelho de Évora a gerir este património?
Mais, atribuir esta competência a um município endividado e com escassos meios é condenar o Museu de Évora a um definhamento mais do que certo.
Valorizemos as competências dos municípios, saibamos respeitá-las e não nos deixemos iludir com supostos empoderamentos das gestões municipais que não são mais do que a total desresponsabilização do Estado Português.
Até para a semana!

Bruno Martins
(crónica na radio diana)