sexta-feira, 24 de março de 2017

Este sábado: Pablo Vidal no armazém 8


Évora: este sábado na Igreja de São Vicente, às 11 horas


O programa EdEn - Escola do Espectador (novo) começa amanhã, com Ana Mota Ferreira e a sua companhia de Teatro COM Marionetas! Uma proposta dirigida ao público familiar eborense: um espectáculo + oficina, para ver e fazer, para brincar e levar para casa!
É na Igreja de São Vicente, às 11:00.
EDEN é um programa educativo da Colecção B a realizar numa manhã de sábado em cada mês. Conta com o apoio da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, Fundação Eugénio de Almeida e Câmara Municipal de Évora. E conta convosco!
Informações e reservas: 
jaf@escritanapaisagem.net
931 763 350

A METÁFORA IDIOTA E A RENDIÇÃO DA SOCIAL-DEMOCRACIA

O presidente do “eurogrupo” disse uma gracinha e conseguiu ofender os habitantes de uma parte significativa do continente europeu.
Utilizando uma metáfora de mau gosto, o senhor de nome impronunciável conseguiu ofender os homens e as mulheres do sul da europa, demonstrar o seu preconceito para com a diferença e armar-se em moralista da treta. Dizem alguns que conseguiu mesmo ser racista e xenófobo, pincelando a sua atitude com uns laivos de supremacia racial que deve ter ido buscar aos primos nazis.
O presidente do “eurogrupo”, até poderia ser líder do partido de extrema-direita holandês e todos compreenderíamos o enquadramento das suas palavras.
Mas o senhor ainda é ministro das finanças do governo holandês e pertence a um partido que se reclama da social-democracia, que quase desapareceu do espectro político depois das últimas eleições, provando que a rendição aos ideais neo lilberais não trouxe nenhuma vantagem aritmética aos partidos que ajoelharam perante o novo deus.
O Banco Central Europeu vem agora ameaçar o governo português, sugerindo sanções por desequilíbrio excessivo, já que não podem sancionar o deficit excessivo, numa atitude que vem demonstrar (como se tal fosse necessário) que a velha máxima de que não nos devemos baixar para que não mostramos as intimidades, continua válida.
O vice-presidente do BCE é português e foi secretário-geral de um partido que se reclama dos princípios da social-democracia e aceita tranquilamente esta posição. Perguntam-se alguns sobre o que é que o homem está lá a fazer, sabendo muito bem a resposta.
Depois de muitos foguetes e elogios à eleição de António Guterres para secretário-geral da ONU, que motivou o inchar de alguns peitos lusos, eis que na primeira oportunidade o novo secretário-geral demonstra as razões pelas quais foi eleito.
Foi elaborado um relatório, intitulado “Práticas Israelitas em Relação ao Povo Palestiniano e a Questão do Apartheid”, que acusa Israel de praticar o apartheid “tal como definido em instrumentos da lei internacional”.
Os Estados Unidos reagiram e o secretário-geral da ONU demarcou-se das posições assumidas no relatório e exigiu a sua retirada da internet, provocando a demissão da diplomata jordana, secretária executiva da comissão, perante os aplausos de Israel.
O secretário-geral das Nações Unidas é português e foi secretário-geral do mesmo partido a que pertence ou pertenceu o vice presidente do BCE, e não teve dúvidas em mandar apagar um relatório que denunciava crimes contra a humanidade.
Depois queixem-se que a extrema-direita cresce, que as vagas populistas são surfadas por cada vez mais gente e que o cidadão ceda à tentação de meter tudo dentro mesmo saco.
Lembrem-se sempre da velha máxima… quanto mais se baixam… pior é a visão do que exibem.
Até para a semana

Eduardo Luciano (crónica na radio diana)

quinta-feira, 23 de março de 2017

NÃO NOS DISTRAIAMOS COM O ACESSÓRIO!

A quem aproveitam as regras pouco claras e as táticas políticas desonestas? Aos pobres de espírito, digo eu.
A escolha da candidata do PPD/PSD à câmara municipal de Lisboa, não pode nem deve distrair os militantes e os simpatizantes do maior partido politico do nosso país. Independentemente de não ter sido uma primeira escolha, estou certo, no entanto, que, a Dra Teresa Leal Coelho, tudo fará para ganhar a Câmara da capital ao partido socialista.
Ora, a polémica criada à volta da escolha de Teresa Leal Coelho para cabeça de lista, pelo PPD/PSD, ao município de Lisboa, na minha opinião, tem como único objetivo descredibilizar a liderança de Pedro Passos Coelho. As críticas têm, por isso, uma origem evidente: todos aqueles que receiam que o líder do partido que ganhou as últimas eleições legislativas as possa vencer novamente. Uma parte vem da oposição interna, a outra parte, é constituída pela atual liderança governativa e os seus indefectíveis apoiantes. Isto significa que este considerável grupo, não quer mais do que o regresso do país aos anos dourados do governo Sócrates. Não vislumbro outra motivação.
Na verdade, o partido social democrata, apresentar-se-á às próximas eleições autárquicas, fortemente empenhado, para as vencer na maioria dos 308 municípios do nosso país. Disso ninguém tenha a menor réstia de dúvida. Para dar corpo ao que aqui afirmo, vejam-se as candidaturas às capitais de distrito, como, também, aos concelhos de maior peso na economia do país.
Dito isto, deverá o partido social democrata e todos os seus órgãos, sejam concelhios, sejam distritais, sejam nacionais, concentrarem-se e mobilizarem-se, num único objetivo: Vencer as eleições no maior número de concelhos. E, para que esta meta seja alcançável, o partido deverá apresentar-se ao sufrágio autárquico, com as melhores propostas de programa, a bem dos concelhos e do país. O PSD é indispensável à democracia e ao desenvolvimento do nosso país.

José Policarpo (crónica na rádio diana)

quarta-feira, 22 de março de 2017

Extremos

A Europa respirou de alívio na passada quarta-feira. O teste do populismo ficou adiado até novas eleições, desta feita em França, daqui a dois meses. Populismo arrisca-se aliás a ser a palavra do ano, tal não é a força com que opinion makers e académicos dentro e fora do seu habitat têm discursado, palestrado, debatido o assunto. Do primeiro trimestre do ano, há nesta discussão em torno do ou dos populismos uma linha que me interessa particularmente: a que coloca as leituras que são dadas em discursos aos cidadãos, o Povo portanto, sobre uma certa utopia da igualdade.
Quando estamos atentos aos discursos – e é bem importante que o façamos, pois é a partir deles que podemos pedir contas, no sentido de averiguar se “bate a bota com a perdigota”, isto é, se o que se diz é o que se faz – teremos todos muita dificuldade em duvidar das boas intenções dos que se propõem governar. Entre o “tudo a toda a gente” e o rigor e excelência que todos os cidadãos e todos os lugares merecem, é difícil, mas não impossível, ler nas entrelinhas dos discursos. Isto resulta também, desde logo, na recusa, pelo gozo ou pelo alarmismo, dos discursos assumidamente extremados.
Não querendo fazer a defesa do politicamente incorrecto que reage ao vazio em que caiu a expressão contrária, e porque normalmente me tenho esforçado por ceder à tentação de atitudes e opiniões menos moderadas – a não ser que sejam reacções inevitáveis a provocações, conscientes ou não, e normalmente em defesa própria o que, como tal, só fica mal a mim mesma – julgo que esta atitude “morna” pode estar a levar os mais atentos a extremar posições e a alinhar com quem, os que se habituaram a boiar na moderação artificial, ou goza ou acusa de terrorismo em versão menos bélica, rotulando uns e outros de populistas. Esta colagem do populismo ao extremismo obrigou-me a arrumar os extremos de várias áreas, assumindo, pelo menos nestes que vou enumerar, os que tolero e os que rejeito, sem no entanto me identificar nem com um, nem com outro. Talvez a negociação, palavra que prezo e tento praticar, seja a maneira de estar numa sociedade que acumula democracia com capitalismo, incontornavelmente. Sem aldrabices nem burlas, bem entendido.
Assim: de entre aquele que trata um animal com direitos de ser humano e o que o maltrata insistindo em ser seu dono, prefiro o primeiro; de entre o que defende contra tudo e todos o indivíduo, ou comunidade, cultural e socialmente desadaptado e o que exige a sua expulsão imediata do território a que não se adapta, prefiro o primeiro; de entre quem prega insistentemente a palavra de um qualquer profeta e o que maldiz o profeta de que não bebe as palavras, prefiro o primeiro; de entre quem só larga piropos, ainda que de gosto muitíssimo duvidoso, e o que quer proibir o piropo, prefiro o primeiro; de entre quem ensina que não se pode ser “mole” e deve saber defender-se da agressão com agressão, e o que ao menor sinal abre um processo de averiguação por bullying, prefiro o segundo; de entre quem intervenha persistentemente no lugar em que vive, sempre que se sente ou é chamado a contribuir para tal, e quem ou tente passar despercebido ou insista em esperar para ver e depois criticar, prefiro o primeiro; mas de entre o que não se importa de alinhar com quem não se identifica, porque pode vir a extrair daí alguns dividendos, ao que prefere ser acusado de não colaboração, para que não se lhe encontrem semelhanças, prefiro o segundo.
E haverá seguramente muitos mais extremos. Que não se tocam. E por isso, não, nem os aparentemente moderados são todos iguais, nem os escancaradamente extremistas estão todos abrangidos pelo direito à opinião. É que uma coisa é a formulação de opinião, outra a formação do carácter. Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

Deputado Costa da Silva é o candidato do PSD à Câmara de Évora


A Comissão Política Nacional do PSD aprovou ontem a candidatura do deputado António Costa da Silva à Câmara de Évora.
O nome do parlamentar social-democrata já tinha recebido “luz verde” da Concelhia e da Distrital de Évora do partido.
António Francisco Costa da Silva, 48 anos, é licenciado em economia e pós-graduado em Administração e Desenvolvimento Regional na Perspetiva das Comunidades Europeias.
Antes de ser eleito deputado do PSD pelo círculo de Évora nas legislativas de 2015, Costa da Silva foi vogal executivo da comissões diretivas dos programas operacionais Alentejo 2020 e InAlentejo e vice-presidente da Comissão de Coordenação de Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo, entre outros cargos.

terça-feira, 21 de março de 2017

ROTEIRO CONTRA A PRECARIEDADE

A CGTP encontra-se a promover um “Roteiro Contra a Precariedade”, iniciativa que tem percorrido todo o país e que visa alertar para o abuso existente em várias instituições públicas e privadas que recorrem constantemente a vínculos precários para preencher postos de trabalho permanentes.
Que bom ver a CGTP empenhada nesta luta e a exigir que a cada posto de trabalho permanente corresponda um contrato de trabalho efectivo, além de alertarem para a necessidade de um reforço efectivo da ACT – para permitir uma fiscalização mais eficaz – e um melhor e mais célere funcionamento dos tribunais de trabalho.
Diz a CGTP, e bem, no seu folheto distribuído neste roteiro, que a precariedade laboral é uma forma violenta de exploração utilizada para chantagear e oprimir os trabalhadores que vivem, desta forma, entre o despedimento fácil e a não renovação do contrato de trabalho, trabalhando e vivendo com medo.
O “Roteiro Contra a Precariedade” da CGTP passou a semana passada por Évora. Foi realçado pela União de Sindicatos do Distrito de Évora que quase metade dos trabalhadores de cinco grandes empresas sediadas em Évora têm contrato precário.
Aliás, podemos ver na cidade vários cartazes que alertam para o facto da Embraer, Kemet, Tyco, Fundição de Évora e o Call Centre da Fidelidade recorrerem frequentemente a trabalho precário para funções que deveriam corresponder a contratos de trabalho efectivos.
Uma excelente iniciativa da CGTP e da União de Sindicatos do Distrito de Évora, mas que peca por escassa. Fazem um bom panorama da vergonha que se passa no sector privado mas ignoraram o abuso no sector público. Esperava, sinceramente, ver um cartaz à porta da Câmara Municipal de Évora a denunciar o abuso que tem sido cometido por esta autarquia ao nível da precariedade. Os dados são claros e demonstram que a Câmara Municipal de Évora é a Câmara do Distrito que mais tem recorrido a trabalho precário, e tal como a CGTP diz: é inaceitável esta forma de chantagear e oprimir trabalhadores e promover a cultura do medo e da indignidade.
Recorrer a trabalho precário não pode ter justificação, seja ela qual for, porque desculpas todos têm, seja no sector privado, seja no sector público.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na radio diana)

terça-feira, 14 de março de 2017

(DES)CULPA E (IN)JUSTIÇA

Até provas em contrário, em caso de asneira ou crime, o indivíduo é considerado inocente. Funciona assim a regra dos sistemas de justiça das sociedades evoluídas. Daqui se depreende que julgamentos prévios e precipitados são antissistema. O antissistema da praça pública, das redes sociais, virtuais ou concretas, é prolífero em julgamentos baseados no saber popular do “onde há fumo, há fogo” e assentes em preconceitos de vária ordem. Do rumor à absolvição há tantas vezes um percurso que fica a meio que, mesmo chegando-se à última etapa no sistema legal das regras para uma sociedade que se deseja mais segura, a condenação que fica pelo caminho é quase tão definitiva como aplicada, tal qual uma sentença com pena paga por conta. Julgar é, também, penalizar alguém que se considera culpado de situações criadas, coisa que podem fazer os eleitores quando julgam as actuações de governo e oposições nos momentos eleitorais.
Temos a decorrer no nosso país vários casos de justiça e, curiosamente, os que são maiores em número de envolvidos e impacto público até têm nomes que utilizam expressões muito criativas e próximas do sistema da metáfora. Também temos as comissões de inquérito parlamentares na ordem do dia, aparentemente também com um tipo de processo similar ao da Justiça, no sentido de se apurar a culpa. Curiosamente, destes tribunais especiais que se formam com quem representa os eleitores portugueses na Assembleia que legisla o sistema em que vivemos, o caminho ou processo de averiguações assume uma preponderância especial, com muito mais relevância dada ao discurso do que ao facto. São excelentes oportunidades para exercícios de retórica e dialéctica, que comportamentos na restante vida parlamentar poderiam emular. Mas o nível de argumentação e discurso de quem tenta procurar, por definição do que é ser oposição, a culpa de uma determinada falha (uma versão de crime), tem-se revelado tão estranho quanto baixo, por assumir estilos a que nos habituámos serem mais usados por quem nunca teve responsabilidades governativas e se especializou, a nível nacional, em ser oposição que, mais do que fiscalizar a acção dos governos, se reclama ser a voz dos mais imediatamente prejudicados por determinadas opções, nem que estas sejam em nome de projecções que, mais cedo ou mais tarde, os poderão vir a beneficiar. Aliás, esse estilo de protesto, de contestação e reivindicação, terá dado origem a várias estruturas corporativas que se integram no sistema e, até certo ponto, o ajudam a manter o equilíbrio necessário
Encontramo-nos politicamente a nível nacional numa situação inédita de governação à esquerda, mas o Alentejo é a região em que a nível local a situação já tem a idade da Democracia portuguesa. Talvez fosse interessante os demais Portugueses – e porque não os Alentejanos mais distraídos – pensarem um pouco nas semelhanças das formas de governo, decisão e aplicação de princípios ideológicos (que qualquer político por mais independente que seja deverá ter, sob pena de não ser então um político) dos Executivos das várias “cores”. Das mais habituais no poder central, às mais distantes e ainda assim relevantes no poder local. Talvez este exercício – que requer muita atenção a programas eleitorais, editais e decisões aplicadas – nos faça reequacionar socialmente os processos de decisões precipitadas de culpa, na descoberta da desculpa fácil e no cuidado em distinguir a aplicação do que se faz em nome da justiça ou do que se recusa por se considerar injustiça. A quase seis meses das próximas eleições, os Portugueses em geral e os Alentejanos em particular vão ter oportunidade de se pronunciar sobre quem mais próximo os governa. E aqui o Alentejanos, face à novidade da situação nacional, podem dizer que conhecem (se procurarem conhecer mesmo) a governação à esquerda, e estão 40 anos adiantados. Até para a semana.

Cláudia Sousa Pereira (crónica na radio diana)

segunda-feira, 13 de março de 2017

Associação 100% Aventura inicia Projecto Europeu de Desporto


Na passada semana em Salerno, Itália, a 100% Aventura – Associação de Desporto e Natureza esteve representada, no arranque do Projecto Europeu de Desporto, intitulado “Sport for Intercultural Dialogue”. Este projecto enquadrado no âmbito do Programa Erasmus+, dedicado à área do desporto, é uma parceria de colaboração financiada directamente pela Comissão Europeia, incluindo na totalidade 9 parceiros, sendo o coordenador italiano e incluindo parceiros de Chipre, Reino Unido, Bélgica, Bulgária, Espanha e Portugal.
Os objectivos principais deste projecto passam por explorar as boas práticas desportivas para o diálogo intercultural e inclusivamente contra o racismo, apoiando a inclusão social e a cidadania activa. As actividades deste projecto visam envolver instrutores, treinadores, voluntários e educadores que trabalhem no âmbito específico do desporto aliado à solidariedade, inclusão social e acolhimento de migrantes, refugiados e outros que procurem asilo.
Na prática, este projecto terá disponível um curso de formação dedicado a educadores, voluntários, trabalhadores sociais, de forma a capacitá-los para lutar contra o racismo e incluir minorias na comunidade envolvente, utilizando como ferramenta o desporto. A partilha de boas práticas será também apresentada num evento desportivo nacional, no qual iremos envolver o máximo de parceiros locais, voluntários, colaboradores, jovens, entre outros.
Será certamente um projecto carregado de mais-valias que decorrerá entre 2017 e 2019, que permitirá sensibilizar a comunidade local eborense para as questões relacionadas com a inclusão social de migrantes e refugiados e que tipo de iniciativas se tornam possíveis para promover uma cidadania mais activa e solidária.
Maria de Jesus Florindo
(nota de imprensa)

DIREITO DE RESPOSTA

Reservo-me ao direito de resposta ao que foi dito no programa “Praça do Município” da semana passada emitido pela DianaFm. Um dos temas de análise foi a candidatura do Bloco de Esquerda aos órgãos autárquicos em Évora. Dado que não existe uma única personalidade que pudesse contestar as afirmações caluniosas e defender o trabalho autárquico realizado, pelo Bloco, nestes últimos anos e a candidatura do Bloco anunciada este mês, venho por este meio esclarecer os ouvintes desta rádio.
Queria, além de responder a João Simas (deputado municipal da CDU) e a Nuno Alas (deputado municipal do PSD), responder particularmente à Elsa Teigão (que tem sido deputada municipal do PS em substituição e que se apresenta como candidata à Câmara Municipal de Évora). Tentaram passar a ideia de que o Bloco tem pautado a sua acção por um conjunto de propostas inconsequentes e por um vazio total. Pois bem, caros João, Nuno e Elsa, aqui vão umas notas (pensava que estavam mais atentos nas reuniões):
1) Quem tomou a dianteira para a revisão do Regimento da Assembleia Municipal de Évora, propondo que os munícipes pudessem intervir no início das reuniões e que os processos peticionários ficassem mais ágeis e de inscrição obrigatória na ordem de trabalhos das reuniões da Assembleia Municipal? Não se lembram? Eu digo-vos: Foi o Bloco de Esquerda.
2) Qual foi o único partido a fazer propostas de alteração à proposta de IMI apresentada pelo executivo? Apresentou a CDU, o PSD ou o PS alguma proposta? Não! Lembram-se? Logo no primeiro ano? Lembram-se que o Bloco forçou que fosse votada a proposta de minorar o IMI para as freguesias rurais e majorar o IMI para os prédios devolutos/degradados? Lembram-se que, a partir daí, este pequeno grande pormenor passou a constar da proposta da Câmara? Se não fosse o Bloco? Eram vocês a propor? Nada! Não propuseram nada sobre a matéria!
3) E sobre a Derrama? Algum dos partidos que Vossas Excelências representam apresentou alguma proposta? Estão esquecidos? Eu relembro-vos: não apresentaram uma única proposta. Foi o Bloco o único partido a apresentar a proposta do lançamento de derrama reduzido de 0,1% para as micro, pequenas e médias empresas.
4) Apresentaram Vossas Excelências alguma proposta contra a precariedade? Preocuparam-se Vossas Excelências com o assunto? Levantaram, por vossa iniciativa, o assunto ou o debate sobre a matéria? Não, não o fizeram. Foi o Bloco, desde a primeira hora, a questionar e a propor. Lembram-se de terem votado a recomendação do Bloco a impedir a utilização abusiva de contratos emprego-inserção por parte da Câmara?
5) E sobre as pessoas com deficiência? Falaram algumas vez Vossas Excelências sobre estes cidadãos e cidadãs? Relembro-vos mais uma vez: nunca! Foi o Bloco que propôs, entre outras coisas, a adaptação dos parques infantis para crianças com deficiência. Lembram-se de ter votado a recomendação? Eu lembro-me bem.
6) E sobre os problemas da Taxa de Ocupação do Subsolo e as consequentes cobranças das empresas que, na altura, preocupavam grande parte da população? Quem propôs a realização de uma Assembleia Extraordinária sobre o assunto?
7) E sobre a questão do Centro Comercial às portas de Aviz? Muita conversa por parte de Vossas Excelências, muitas ideias e opiniões, mas quem foi o único partido a exigir que, antes de qualquer decisão, se realizasse um estudo exaustivo sobre os impactos que este empreendimento poderia trazer ao Concelho? Foi o Bloco, não foi?
8) E falemos da automatização da tarifa social da água prevista em Orçamento de Estado? Enquanto Vossas Excelências andavam a fazer sabe-se lá o quê, já o Bloco estava a propor na Assembleia Municipal que Évora aderisse ao sistema de automatização da atribuição deste apoio.
9) E sobre a exploração mineira na Boa Fé? Sejam sinceros: quem foi o partido a levantar a questão na Assembleia Municipal? Quem foi? Quem foi o partido, que ao levantar a questão, permitiu um amplo debate que culminou na recusa da declaração de interesse municipal de tal projecto?
10) E sobre a isenção de IMI no Centro Histórico. Apresentaram Vossas Excelências alguma tomada de posição na Assembleia? O Bloco apresentou uma tomada de posição, fundamentada e escrita. E vocês?
11) Quantos documentos escritos enviaram Vossas Excelências à Câmara com propostas para o Plano de Actividades? São capazes de me dizer?
Querem mesmo que continue? Posso continuar…
Meus caros e minha cara, podem dizer que não concordam com nada disto. Agora, dizer que o Bloco não apresentou propostas consequentes e responsáveis é uma afronta e uma mentira colossal. Desafio-vos aqui, publicamente, a que apresentem, tal como o Bloco fez, o balanço da vossa actividade na Assembleia Municipal e na Câmara Municipal. Não o farão com certeza. Vocês sabem bem porquê… O vazio foi total e Évora merecia bem melhor.
Até para a semana!

Bruno Martins (crónica na radio diana)