sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

Jorge Castanho expõe no Centro de Arte Moderna da Gulbenkian


Jorge Castanho é um artista multifacetado. Nasceu no Alentejo e foi aqui que desenvolveu vários anos da sua actividade. Radicado agora em Lisboa, depois de ter estado em Espanha, tem uma obra sua (melhor: um conjunto de 16 pinturas) exposta no Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian.

Inaugurada a 17 de Outubro a exposição "Animalia e Natureza na coleção do CAM"  vai estar em exibição até ao dia 25 de Janeiro. Merece uma visita. Uma visita demorada.

Uma muito boa edição do ´Diário do Alentejo´ esta semana


Como era boa a Costa da Caparica…


            Ainda me lembro como tínhamos de escaldar a sola dos pés na areia a “ferver”, até alcançar a água para tomar banho na Costa da Caparica… Porém, apesar de ser um miúdo tímido, sabia ver como a praia era boa… e também a minha prima Teresa! – Parece que a estou a ver, metida num fato de banho (dito maillot) peça única, mas tão cingido ao corpo que, de olhos postos nele, a minha infância se afastava a passos largos, deixando aproximar-se, de mansinho, a adolescência, logo pronta a adivinhar as formas interessantes que esta indumentária estival sublinhava! Parece que a estou a ver em 1958, balançando-se ao som da canção italiana «Volare, oh, oh» (Domenico Modugno), atirada ao vento pelos altifalantes do concessionário do espaço de praia, «Dragão Vermelho»: «Penso che un sogno cosi non ritorni mai più / Volare, oh, oh!… ».
Ainda lembro as noites de cinema da minha adolescência, quando a «Academia Almadense» tinha uma alegre e sonora esplanada. Foi aí que tomei conhecimento da existência recortada do fato de banho, exibido no corpo das estrelas de Hollywood. Por exemplo, dessa nadadora “sereia” chamada Esther Williams. Mas de quem eu me lembro mais, e com particular carinho, é da Elizabeth Taylor, no fato de banho branco colado ao corpo (cartaz de erotismo subversivo!) para o filme de Joseph L. Mankiewiez, Bruscamente no Verão Passado… (segundo um texto dramático de Tennessee Williams).


No entanto, apesar do calor estival, na década de 50/60 a mulher portuguesa ainda continuava muito “abafada” nos seus maillots brancos e negros, desperdiçando a oportunidade de se “descortinar” um pouco mais, como víamos acontecer nos filmes com Lana Turner ou Janis Paige, banhando-se insinuantes em praias de sonho e aventura…
        

Jovens com fatos de banho modelo MPF (anos 50, séc. XX) e capa da revista «Menina e Moça»

O fato de banho exibido no cinema… Enfim, ainda se aceitava, mas saindo de lá, era “pecado”! A revista «Menina e Moça» (“Mocidade Portuguesa Feminina”), no seu número de Junho de 1952, apresentava este texto, dirigido à rapariga que se deitava no areal: «O teu modo de apreciar um fato de banho deve ser diferente […]. Parece-te que te sentirás bem ou mal com certos maillots diante dos teus irmãos ou do teu noivo?». Concluindo, sentenciava com a “moral” da época: «O fato de banho é… para tomar banho! Não andes a passear com ele, nem te deites na areia em posições descompostas». De resto, para fatos de banho mais atrevidos, usados por jovens mulheres “distraídas”, lá estava o vigilante «cabo-do-mar» (normalmente um mal-humorado sargento da Marinha) pronto repreender a prevaricadora e a passar multa…



Época de requentadas “moralidades”, quando o fato de banho de duas peças já corria pelas praias de Miami, Acapulco, Saint-Tropez e Capri, inventado pelo francês Louis Réard em 1946… Nesse ano de 1958, ainda eu não sabia da invenção provocadora do gaulês que (vejam lá a coincidência!) veio a tomar o nome do atol onde foi feito um teste atómico, bikini!
Nesse ano, dizia eu (e arrasam-se-me agora os olhos de lágrimas!), deixei de ser criança, começando por me despedir do «Cavaleiro Andante» (semanário juvenil) e dos seus heróis, meus grandes amigos (entre outros, recordo com saudade Mandrake, Flash Gordon, Sitting Bull, Zorro, Tim-Tim, Tarzan, Beau Geste, Mortimer e o Falcão)…



Conheci (no cinema, é claro!) a Ingrid Bergman, a Joan Crawford, a Katharine Hepburn, a Rita Hayworth e outras… Mas de todas elas, e por causa do bikini, foi a Brigite Bardot quem prendeu mais a minha atenção!… Decididamente, eu havia crescido, enquanto os fatos de banho das praias de Portugal, eles também, estavam a mudar… paradoxalmente, tornando-se mais pequenos!



Raquel Welch, Marilyn Monroe e Jane Mansfield acabaram por demonstrar aos mais cépticos moralistas que os seus e outros bikinis, espalhados por todas as praias do mundo, podiam acrescentar um surpreendente interesse turístico aos lençóis de areia e, assim, tornar o Verão um alegre despertar da vista, sobretudo para quem disfrutava de merecidas férias.



O fato de banho de duas peças fez furor, atraiu atenções nos primeiros anos e ficou definitivamente inscrito nos “anais” dos anos 60, para o que contribuíram os Beatles com a sua canção, hoje paradigmática, «Its a bitsy teeny wenny yellow polla dots bikini»! A “moral” de entre as duas guerras e, entre nós, o retardado “cinzentismo” do parece mal salazarento, foram derrotados aos poucos, muito lentamente, diga-se. Convenhamos que havia cortes e recortes no fato de banho chamado bikini, que não iam com os “costumes” lusitanos e suas viriatas virtudes. Recordemos: - O soutien perdeu a tradicional “caixa” e estava sobre os seios da mulher com uma única e exclusiva função, sublinhar a sua forma; a cueca ou cuequinha, se preferirem, passou a ser constituída por dois pequenos triângulos de tecido presos ou seguros por duas tiras de tecido ou fitas… Enfim, o erotismo visual, se assim posso dizer, estava de parabéns e, por tal, não parece ter vindo mal a este pobre mundo ou brotarem das areias de Portugal desmoralizações escusadas, acompanhadas de situações embaraçosas!
Entretanto, este lento strip-tease de praia, com ou sem “banda sonora”, esperou duas décadas para que as extravagantes milionárias e as exibicionistas artistas de cinema veraneantes na Cote D’Azur se cansassem dos seus extravagantes bikinis e iniciassem a moda do topless. Das praias frequentadas pelos luxuosos e luxuosas que emprestavam a figura para capas de revistas de futilidades, a difusão dos seios à mostra alastrou das finas areias chiques para as praias populares, suburbanas, onde se ouvia “rádio”, comiam conservas, batatas fritas, “línguas da sogra”, “bolas de Berlim”, às vezes não muito “frescas”, e enxotavam moscas. A democratização dos costumes é assim mesmo!
Todavia, como sempre, o topless levou tempo a ser praticado em Portugal, só alcançando a sua libertação efectiva após Abril de 1974… Hoje, comprando só metade do bikini, não sei se se economiza dinheiro, sei no entanto que, nesta época de paulatino desaparecimento de praias (Costa da Caparica em primeiro lugar), com o mar de sobrolho franzido para a barafunda da construção civil à sua beira, avisam-nos quanto o Sol se tornou sério inimigo do corpo e… do povo! Perigosamente vulgarizados, bikinis e topless, já não obrigam a um agradável desvio do olhar masculino… O antigo encanto foi-se, substituído pelo susto da perigosa e suicidária exposição aos raios ultravioleta!

Seja como for, gostaria de encomendar às andorinhas, que ainda riscam no céu as suas mensagens enigmáticas para a Eternidade, que me escrevam uma palavra de amor neste Inverno: - Saudades para a Costa da Caparica

©Joaquim Palminha Silva

quinta-feira, 30 de Outubro de 2014

CENDREV ESTREIA HOJE NOVO ESPECTÁCULO


“Onde é que eu já vi isto, perguntou ele”
De Rui Pina Coelho

Dia 30 de Outubro, às 21h30
Teatro Garcia de Resende
Onde é que eu já vi isto, perguntou ele é um espectáculo sobre marxismo, sobre trabalho, sobre emigração, sobre arte e sobre resistência cívica. É um espectáculo sobre a história do teatro e sobre os seus indomáveis heróis. Onde é que eu já vi isto, perguntou ele é também uma espécie de sequela de Já passaram quantos anos, perguntou ele, um texto estreado no TEP – Teatro Experimental do Porto, em 2011. Assim, agora, em Évora, voltamos a encontrar as mesmas personagens, mas mais velhas, mais cépticas e mais cansadas. Jaime, Cláudio e Helena Carlos são, agora, actores de meia-idade, artistas que insistem numa arte que parece não ter real valor num mundo dominado pela linguagem das finanças, mas que, não obstante as brutas dificuldades, não desistem. Cruzando uma bicuda teia de citações, alusões e outras referências, que vão da peça do dramaturgo eborense Manuel Peres, O grito na charneca, aos comentários a Karl Marx dos ensaístas Terry Eagleton ou Anselm Jappe, este espectáculo tenta interrogar a opressão sistémica que as instituições do poder exercem sobre os indivíduos.
O espectáculo estreia hoje, 30 de Outubro, às 21h30 no Teatro Garcia de Resende, onde ficará em cena de quarta a sábado às 21h30 e aos domingos às 16h00, até ao dia 23 de Novembro.

terça-feira, 28 de Outubro de 2014

Na Casa do Alentejo, em Lisboa


Évora: leilão ilegal


O leilão de gado não licenciado e ilegal, de classe 2 que não se pode efectuar em zonas habitacionais, continua a realizar-se todas as semanas em Évora.

Pergunta-se: Para quando uma intervenção da Direção de Serviços de Alimentação e Veterinária da Região do Alentejo para Resolução desta situação de Saúde Pública?

(por email)


Bondade de Estufa


A sociedade contemporânea está organizada para o cultivo incessante da bondade de estufa. O que é a bondade de estufa? – Explico já a seguir, exemplificando…
            1. Às vezes vem ao nosso encontro uma dessas criaturas que nos aborrece ou exaspera, “caindo sobre nós” num péssimo momento. O impulso inicial (verdade da alma e dos sentidos) empurra-nos para despachar a criatura ou voltar-lhe as costas com manifesta indiferença… Porém, uma camada de verniz (digo, hipocrisia) cobre a nossa existência. Uns chamam-lhe cortesia, outros, boa educação, entretanto adquirida com anos de treino (aulas teóricas e acção prática). Os nossos lábios são impedidos, assim, de praguejar, e vimo-nos obrigados a esboçar um sorriso, enquanto o tal verniz nos persuade a ouvir com “mártir” benevolência o que a palradora criatura tem para dizer, suportando a sua tagarelice fatigante com uma máscara de simpatia. Eis, pois, que acabamos de praticar uma das várias modalidades da bondade de estufa.
            2. No meu estado de saúde e doença mortal e a prazo (só Deus sabe até quando!), algumas vezes tenho ouvido (sem que eles saibam que os escuto), a alguns zelosos “samaritanos” que me são próximos, estas significativas palavras: «Não quero ficar com remorsos! Até que a vida lhe dure, farei tudo o que me é possível: quero que todos saibam que estou de consciência tranquila!». Como se pode verificar é significativa, esta aberta confissão: - Estas ”piedosas” almas, não pensam propriamente em aliviar o sofrimento de uma vida que supostamente lhes é querida; antes pelo contrário, estão sumamente interessadas em salvarem-se a si mesmas das amarguras de um futuro arrependimento, do aguilhão dos remorsos; estão preocupadas com o seu enorme “ego” e, por acréscimo, em não desiludirem a comodidade social que estima e louva esta caridade encenada, cultivada e sulfatada a tempo e horas. Enfim, eis a bondade de estufa!
            3. A educação social e os conceitos correntes que nos obrigam a ser bondosos à tarefa e a tantas horas/ano, como essa publicitada e multifacetada prática de voluntariado que invadiu a sociedade portuguesa, não é genuína, pura e desinteressada bondade. De facto, os seus efeitos práticos, exibidos publicamente (como uma passagem de modelos ou promoção de saldos num super-mercado), assemelham-se bastante à solidariedade humana. De tudo isto podemos concluir que a bondade de estufa abunda nos países onde a sociedade provoca mais desigualdade, onde a genuína caridade está mais exausta e os costumes mais corrompidos.
            A bondade de estufa “ensina” que, à força de fazermos de obsequiosos, nos podemos tornar respeitáveis e misericordiosos; que à força de agir como se fossemos naturalmente simpáticos, nos libertamos da nossa rudeza e nos transformamos em pessoas afáveis; que à força de nos mostramos disponíveis, e abafarmos o nosso egoísmo, escondendo as nossas reais intensões, nos tornamos pessoas amorosas, prontas a ajudar o próximo. Porém, tudo isto são mentiras ou, dito de outra forma, intoxicações espirituais, compartimentos de dissimulação, que tornam menos repugnante a convivência com o egoísmo e indiferença social. A bondade de estufa é uma mímica da decência moral e, como as flores criadas em cativeiro climatizado, não tem o mais leve perfume…de amor autêntico!
Conclusão: - A verdadeira bondade não é exibicionista! Mais: a verdadeira bondade detesta a exposição pública da sua acção prática! Porque a única, preciosa e genuína bondade é a que nasce espontânea da alma, sem necessitar dos “cosméticos” do “voluntariado” e seus diplomas, para lhe emprestem as cores da solidariedade humana. A verdadeira bondade não nasce forçada pelas convenções sociais, é radicalmente desinteressada e, bela como como o amor, não espera que lhe deem ordens para aparecer e actuar; não se deixa arregimentar e, porque é simples e pura, não convive bem com o autoritarismo das organizações de “solidariedade social”, com os seus “chefes”, hierarquias, “desfiles de caridade” e “marchas de misericórdia”! A verdadeira bondade é libertária!

            Na verdade, para obter e praticar a autêntica bondade é preciso cumprir, antes de mais, a única e difícil tarefa que Jesus Cristo reclamava a todos: - Conseguir ter boas maneiras de coração, antes do exercício dos gestos convencionais, da exibição pública dos rituais; amar o próximo como a si próprio, sem nada esperar em troca. 

Joaquim Palminha Silva

domingo, 26 de Outubro de 2014

Os premiados no Fike 2014


Chegou agora fim o FIKE 2014 – 12ª Edição do Festival Internacional de Curtas Metragens que decorreu no Auditório da Universidade, em Évora, e ainda no Pax Julia, em Beja, desde o passado dia 21 de Outubro.
Com cinco dias repletos de bom cinema, um tributo a Patricia Casey, a produtora do primeiro filme dos Monty Python, mostras paralelas, masterclasses, workshops, exposições, concertos musicais e com sessões competitivas de curtas-metragens a concorrer aos Prémios do FIKE, chegou assim o final onde foram anunciados os seguintes vencedores:

Troféu e Diploma
Melhor Ficção - Travelers in the night - Ena Sendijarevic, Holanda, Ficção, 9' 75"
Melhor Documentário – Troféu FIKE / Estacão Imagem: Cutting Grass - Asier Altuna, Espanha, D, 13'
Melhor Animação - Canis - Marc Riba & Anna Solanas, Espanha, Animação, 17'

Diplomas FIKE
Melhor Argumento - To Cut a Long Story Short - Marco Espirito Santo Portugal, Ficção, 2' 5"
Melhor Fotografia - Touch of Silence - Sven Philipp Pohl, Alemanha, F, 6'
Melhor Representação - Matilde - Vito Palmieri, Italia, Ficção, 10'
Melhor Curta-Metragem Europeia -  Daphne or the lovely specimen - Sebastien Laudenbach & Sylvain Derosne, Franca, Ficção, 15'
Prémio do Publico - ants apartment - Tofiq Amani, Iraque, Ficção, 12' 5"
Competição Nacional - Premio Comendador Rui Nabeiro para a Melhor Curta-Metragem Portuguesa - O Coveiro - Andre Gil Mata, Portugal, Animação, 14'

Menções Especiais:
Virtuos Virtuell - Thomas Stellmach & Maja Oschmann, Alemanha, A, 7' 5"
The Neighbour - Alexandra Galia Burca, Romenia, Ficção, 12' 25"
The being from elsewhere - Guy Bordin & Renaud De Putter, Bélgica, Documentário, 18'
Prémio Don Quijote: (IFFS- International Federation of Film Societies)
Matilde - Vito Palmieri, Italia, Ficção, 10'
Menção Especial: The being from elsewhere - Guy Bordin & Renaud De Putter, Bélgica, Documentário, 18'

(nota de imprensa do FIKE)


sábado, 25 de Outubro de 2014

Esta noite no armazém 8 há música moçambicana

BikÉvora: Clube de Ciclismo participa, mas não realiza "qualquer evento" por falta de "condições"


O Clube de Ciclismo de Évora vai mais uma vez participar no Bikevora. Nesta edição o clube estará representado num stand na feira a realizar na Praça do Giraldo no próximo fim de semana.
Horário
Sábado 25 – entre as 10 e as 19 h
Domingo 26 – entre as 09 e as 13h

Esclarecemos ainda que o CCE não irá realizar qualquer evento nesta edição do Bikevora uma vez que não foram dadas as devidas condições, em tempo oportuno, para a concretização do projecto que apresentámos aos responsáveis do evento e que era a I Edição da Volta ao Concelho em Bicicleta (uma prova aberta a todos os amantes do ciclismo de estrada com percursos de 100 kms e de 50 kms). A II edição da Supermaratona BTT/GPS também não será realizada devido ao corte e destruição do caminho do Monfurado (Santo Antonico/Valverde). (aqui)

sexta-feira, 24 de Outubro de 2014

BikÉvora este fim de semana


Realiza-se este fim de semana o BikÉvora 2014. Os valores apurados destinam-se a apoiar a Associação de Solidariedade Social "Pão e Paz". Ver programa aqui.

Sábado, 11,30H: Susana Coelho na "é neste país"


25 de Outubro de 2014, pelas 11:30
Com quantos pontos se conta um conto?

Susana Coelho
Apareçam! É neste país!

-- 
é neste país!
Rua da Corredoura nº8, Évora
266731500

http://nestepais.wordpress.com/

Évora: hoje no Inatel

Manifestação amanhã em Évora contra a utlização de animais em circos


MANIFESTAÇÃO PACÍFICA: NÃO QUEREMOS CIRCOS COM ANIMAIS NA NOSSA CIDADE

Eles precisam de ti, junta-te a nós!

Ponto de encontro no Rossio pelas 15h00, sábado, dia 25 de Outubro, junto à entrada do Parque Infantil e de lá partiremos para junto do circo onde mostraremos pacificamente a nossa indignação. NÃO FALTES!

Dress Code: Camisola escura.

Évora: a caça à multa


Guardas que não passem três multas por mês são obrigados a fazer patrulhas de quilómetros a pé. Comando da GNR nega castigos.
O posto da GNR de Évora afixa, mensalmente, uma tabela com os militares que passam mais multas. E, segundo o i apurou junto de guardas do Alentejo, há bonificações e "castigos" consoante os resultados. "Os militares que não cumpram o mínimo estabelecido pelo comandante, de três autos por mês, são obrigados a fazer patrulhas apeadas", denunciam. (ler mais no i)

Insegurança, fraude, derrocada total!


©Joaquim Palminha Silva

            Porque nos interrogamos hoje sobre as mutilações feitas no corpo do regime democrático, sobretudo quando verificamos que o continuado auxílio da União Europeia não bastou para evitar a derrocada total?
*
            Nas últimas décadas os partidos de direita e seus governos (auxiliados pelos socialistas algumas vezes), as instituições cívicas conservadoras e os grupos económicos nacionais e multinacionais, por todos os meios ao seu alcance não cessaram de repetir às multidões, politicamente aparvajadas, que a hipotética vitória eleitoral da esquerda traria consigo a instabilidade social, o esgotamento da reserva de mão-de-obra especializada (que emigraria imediatamente), a autonomia insuficiente das empresas face aos impostos e taxas impostas pelo Estado, a prática de preços aberrantes que não consentem uma atribuição pensada dos recursos, a fraca produtividade e a consequente ineficácia técnico-económica.
A direita nacional, muitas vezes ajudada ao mais alto nível pela direita estrangeira, instalada nas instâncias da União Europeia (EU), não se cansou de alertar as multidões que todas as reformas concluídas ou tentadas se perderiam nas areias movediças da burocracia revolucionária, da democracia directa, assim como a constante ameaça de nacionalização, que passaria a pesar sobre a banca e os seguros do sector privado, provocaria naturalmente a perda de confiança dos acionistas e investidores e, nesta ordem de ideias, determinaria a descapitalização da banca e a fuga de capital para os “paraísos económicos” no estrangeiro.
A direita levou as últimas décadas a assustar os cidadãos face à eventualidade duma vitória eleitoral colocar no governo a esquerda, o que traria como consequência imediata e directa que os lucros das empresas reverteriam, na sua maior parte, para o Estado, com um montante reservado para a segurança social, etc.. Enfim, a direita gastou anos e anos a assustar o eleitorado com a explicação da suposta existência de duas burocracias num governo de esquerda, a da economia e a do partido, o que revela do carácter parasitário das formações políticas de esquerda, segundo esta mesma direita…
Após décadas de regime democrático (burguês) e governos de direita, a lógica e dinâmica capitalista, apesar dos disfarces que veste, acabou por realizar por inteiro, mas em favor do Capital estrangeiro e da direita nacional, todas as terríficas suposições de que andou a acusar a esquerda, se acaso esta vencesse de forma indiscutível umas eleições.
A direita nacional tem avançado na criação de um Estado forte, servo fiel do Capital, e este com o suplemento da corrupção ao mais alto nível ajudado, por um Parlamento domesticado, ao ritmo das consequências trágicas que paulatinamente vem provocando!
Pior! – Falhando cálculos e contas de Estado continuamente, a direita governamental perdeu toda a vergonha política (se acaso alguma vez a possuiu!), e cada ano que passa, por mais de uma vez, retira cobardemente percentagens dos salários dos trabalhadores e das pensões dos reformados!
Afinal de contas o reino da insegurança, a espiral de erros, a multidão de ineptos, a prosápia de banqueiros burlões, a delapidação e venda, a preços de saldo, dos bens e propriedade públicos, caracterizam os governos da direita.
Afinal de contas, quem destruiu a segurança das famílias e a tranquilidade dos cidadãos, quem semeia o terror sobre os meios de sobrevivência económica de cada um para o dia de amanhã, quem maltrata e despreza os velhos e os doentes, têm sido estes governos de direita.
Fique cada um informado: - Nada está garantido…Tudo nos pode ser retirado, incluindo a própria vida… por enquanto indirectamente! Amanhã, sabe-se lá!…

A menos que…


Joaquim Palminha da Silva (enviado por email)


quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

Évora: Teatro de hoje a sábado na BruxaTeatro

Évora: "Concerto para Buzina" esta noite na Casa da Zorra

"Imenso Sul", um projecto jornalístico feito e pensado em terras alentejanas


O António José de Brito recordava ontem no facebook que se assinalam neste mês de outubro os 16 do início da publicação do jornal Imenso Sul, que resultou da transformação da revista trimestral com o mesmo nome num semanário
Como escreve AJB "Primeiro foi revista e depois foi jornal! Esta edição zero do "Imenso Sul", com formato "tipo Expresso", saiu para a rua em Outubro de 1998: há 16 anos! Para mim foi uma grande honra ter integrado a equipa fundadora orientada pelo Carlos Júlio e com gente como o António Carrapato, António Pedro, Carlos Neves, Conceição Rego, Dores Correia, José Frota, José Luís Jones, José Manuel Rodrigues, Luís Rego, Paulo Barriga, Paulo Nobre, Pedro Ferro e Raul Oliveira. Velha guarda, portanto!" (aqui)